A PROFECIA NO VELHO TESTAMENTO
Profecia, com seus termos correlatos (profeta, profetizar e profético) se deriva de um grupo de palavras gregas que, no grego secular, significam proclamar ou anunciar. No grego bíblico, entretanto, estas palavras sempre expressam falar ou anunciar algo sob a influência de inspiração espiritual.
Uma das declarações mais claras e mais significativas sobre a natureza da inspiração profética no Velho Testamento está em Números 12:6-8:
Então (o Senhor) disse: Ouvi agora as
minhas palavras; se entre vós há profeta, eu, o Senhor, em visão a ele me faço
conhecer, ou falo com ele em sonhos. Não é assim com o meu servo Moisés, que é
fiel em toda a minha casa. Boca a boca falo com ele, claramente, e não por
enigmas; pois ele vê a forma do Senhor.
Nesta passagem se encontram muitas
ideias importantes sobre a natureza da inspiração profética:
1. O dom profético de Moisés foi
único pois só ele recebia revelações diretamente de Deus.
2. Comumente, a revelação profética
vinha através de um sonho ou visão.3. O significado da revelação profética não é sempre totalmente clara; a profecia algumas vezes é ambígua.
Idéias posteriores sobre a natureza
da revelação profética encontram-se em Deuteronômio 18:18:
"Suscitar-lhes-ei um profeta do meio de seus irmãos, semelhante a ti, em
cuja boca porei as minhas palavras, e ele lhes falará tudo o que eu lhes
ordenar." Essa passagem é interessante porque Jesus era identificado como
Moisés que veio para preencher o que havia sido predito (Atos 3:22; Atos 7:37).
A referência histórica mais imediata é à sucessão de profetas que lideraram
Israel de Josué a Malaquias. A frase "Porei as minhas palavras na sua
boca" se refere ao processo de divina inspiração e é reminiscência da
fórmula profética comum no Velho Testamento: "O Senhor disse a (tal profeta)"
(veja exemplos em I Samuel 15:10; II Samuel 24:11, I Reis 19:9; Jonas 1:1; Ageu
1:1; Ageu 2:1; Ageu 2:20; Zacarias 7:1; Zacarias 8:1). Um profeta é alguém que
fala (ou repete) tudo o que Deus lhe disse.
MODOS DE INSPIRAÇÃO PROFÉTICA
Sonhos eram um modo reconhecidamente
comum de inspiração por todo o mundo antigo, embora se desse mais atenção a
eles na Grécia do que em Israel. Os sonhos na Bíblia se dividem em duas grandes
categorias: sonhos cujo significado é evidente e sonhos simbólicos que normalmente
requerem a competência de um intérprete.
Nos sonhos cujo significado é
evidente, normalmente um ser sobrenatural (Deus ou um anjo) aparece ao sonhador
e fala com ele de uma maneira direta.Mais frequentemente, no entanto, os sonhos têm elementos simbólicos que requerem interpretação. Os dois grandes intérpretes de sonhos são José e Daniel; o último é um profeta.
Os dois sonhos simbólicos que José teve (Gênesis 37:5-11) tiveram significado suficientemente evidentes de tal maneira que seus irmãos e pai foram capazes de interpretá-los imediatamente. Mais complexos foram os sonhos do mordomo e do padeiro (Gênesis 40:1-19) e do Faraó (Gênesis 41: 1-36), que José foi capaz de interpretar com a ajuda de Deus. Semelhantemente, Daniel foi capaz de interpretar os sonhos de Nabucodonozor (Daniel 2:25-45, Daniel 4: 4-27).
Fonte: Ilúmina
Deus
seja louvado
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