A Perseguição De Jesus E Seus Seguidores
No Novo Testamento, os cristãos se
tornaram um povo perseguido. Jesus avisou seus discípulos que até mesmo pessoas
de suas famílias os perseguiriam. Ele encorajou-os a estarem
"armados" essa perseguição e ele também prometeu que o Espírito de
Deus os ajudaria (Mateus 5:11-12; 10:16-23; Lucas 6:26; 22:35-36). Jesus ficou
extremamente bravo quando soube que João Batista havia sido assassinado pelo
Rei Herodes (Lucas 23:9) e ele sabia que um dia ele próprio seria executado.
Pelo fato de ele criticar os Fariseus
e os Saduceus (João 11:47-50), e também por ele não ser um líder militar como
os judeus esperavam que o Messias fosse, Jesus sabia que o povo de Israel o
rejeitaria eventualmente. Quando ele chamava as pessoas para o seguirem, ele os
avisava dos perigos, da difamação, dos castigos físicos, do ódio e da morte que
eles poderiam experimentar por causa de sua fé. Jesus também convidava os seus
seguidores a se prepararem para a sua crucificação, que seria o evento que
permitiria as pessoas a terem um relacionamento com Deus novamente (Mateus
16:21-26; 20:17-22; Marcos 10:29-30; João 15:18-25). Jesus foi morte sob
acusação de ter subvertido a nação, de ter proibido as pessoas de pagarem os
impostos aos romanos e de afirmar que era rei (Lucas 23:2).
Após o ministério de Jesus na terra,
os judeus perseguiram os membros da primeira igreja cristã. As acusações de
Pedro sobre a morte de Jesus podem ter provocado essa perseguição. Conforme os
apóstolos ficavam mais influentes, eles eram constantemente colocados na prisão
e espancados por causa de sua crença (Atos 5:17; 5:40). Quando Estevão pregou o
evangelho, ele foi apedrejado até a morte (Atos 6:1-7:60). Esse foi o começo de
uma grande perseguição que fez a maioria dos cristãos deixarem Jerusalém.
Quando Saulo de Tarso, que havia perseguido os membros da igreja, se tornou um
cristão e mudou seu nome para Paulo, os cristãos celebraram uma grande vitória.
Conforme mais e mais gentios
começaram a se tornar cristãos, os judeus tiveram um novo motivo para perseguir
os membros da igreja. Havia brigas na sinagoga (Atos 13:44-45; 14:1-6). Quando
os discípulos estavam em Éfeso, eles pregaram contra a adoração a ídolos e eles
foram ameaçados (Atos 19:23-41). O apóstolo Paulo escapou de mais de quarenta
homens que planejavam uma emboscada contra ele para matá-lo (Atos 21:4-36;
23:12-15). O livro de Atos termina com Paulo esperando para ir a julgamento
perante César (Atos 28:30-31).
Durante esse período da história, a
perseguição aos cristãos pelos judeus era normalmente esporádica. É mais
provável que os cristãos tenham sido perseguidos por causa da inveja que os
judeus sentiam do sucesso que os missionários cristãos estavam tendo. A bíblia
nos diz que os romanos viam o cristianismo como uma seita do judaísmo que
seguiam as mesmas leis dos judeus (Atos 24:5; 24:14). Em razão disso,
Paulo recebeu proteção de líderes
romanos como Félix e Festus quando ele estava em Pafos, Filipos, Corinto, Éfeso
e Jerusalém. Isso também explica porque Paulo estava tão confiante quando ele
ficou frente a frente com César. Se César concordasse em deixar que Paulo
livre, então todos os cristãos no império romano estariam livres da
perseguição. Quando Paulo falava de perseguição, ele normalmente expressava
arrependimento do seu passado como perseguidor da igreja (Atos 22:4; 26:9-11;
Gálatas 1:22-24). Ele aceitou os riscos que existiam para quem acreditava em
Jesus (Atos 20:22-24; 21:13) e ele constantemente avisava os membros da igreja
que o sofrimento era uma parte chave em ser um cristão (Atos 14:22; Romanos
5:3; 12:12; 1 Tessalonicenses 3:4). No entanto, ele assegurava os cristãos de
que quando eles sofriam, eles eram mais que vencedores no poder de Jesus
(Romanos 8:35-37).
Muitos estudiosos acreditam que Paulo
foi decapitado num tempo de grande perseguição em Roma. Isso aconteceu depois
de um incêndio enorme aonde os cristãos foram apontados como culpados por
começá-lo. Durante esse período os cristãos eram acusados de ateísmo porque
eles não acreditavam em muitos deuses. Eles também eram acusados de fazer
banquetes difamatórios aonde pregavam para a classe de servos e seguiam regras
rigorosas de comportamento (João 15:19). Por esse motivo, os cristãos eram um
alvo fácil quando os romanos precisavam de um bode expiatório.
Por volta dessa mesma época, Pedro
avisou os cristãos que viviam no leste sobre o perigo que a igreja estava
enfrentando. Pedro disse que o sofrimento só provava que a sua fé era genuína
(1 Pedro 1:6). Ele também escreveu que os cristãos deveriam responder a
perseguição vivendo vidas corretas. Cristãos deveriam respeitar suas
autoridades na terra e deveriam também aceitar seu sofrimento por causa de
Jesus sem temer.
Pedro lembrou os cristãos que se eles
sofressem por fazer o que era certo, eles deviam lembrar que Cristo sofreu por
todo mundo. Ele disse que os cristãos deveriam se armar para o sofrimento (1
Pedro 4:1) e não se surpreenderem quando fossem perseguidos porque compartilharam
do sofrimento de Cristo (1 Pedro 4:12). Suas palavras finais para os cristãos
os encoraja a se manterem firmes.
Algum tempo depois, os Romanos
declararam que o cristianismo era uma religião ilegal que não era mais
protegida pela lei. Por causa disso, o governo romano começou a perseguir
ferozmente os cristãos. Roma queria juntar todos os cidadãos fazendo com que
todos tivessem a mesma religião. O governo romano achava que todas as
religiões, especialmente aquelas que tinham reuniões secretas, como os cristãos
faziam, eram uma ameaça a unidade de Roma (Atos 17:6-7).
uase no fim do século, Roma deve que
lidar com a crescente igreja cristã e outros problemas políticos. O governo
falou para todas as pessoas adorarem aos "gênios de Roma". De 81 a 96
D.C., o imperador Domitian, demandou que todos o adorassem. Ele construiu
templos elaborados e apontou sacerdotes oficiais. Quando os cristãos se
recusaram a fazer isso falando que só Jesus merecia ser adorado, a perseguição
contra eles foi extremamente pesada e brutal. Dessa maneira a bíblia termina
como ela começa, com a perseguição do povo que resolveu seguir a Deus.
Fonte: Ilúmina
Deus
seja louvado
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