Cantares 4:15 És a fonte dos jardins, poço das águas vivas, que correm do Líbano! Jó 14:7 Porque há esperança para a árvore, que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus renovos.

domingo, 22 de janeiro de 2017

“Descanso Dado Por Deus Aos Fieis”

Temamos, pois, que, porventura, deixada a promessa de entrar no seu repouso, pareça que algum de vós fique para trás. (Hb 4.1-13).

O descanso. A exortação não podia se deter nos perigos do caminho. A marcha, embora difícil, é iluminada pela meta: a promessa do repouso. O pregador, seguindo com o (Sl 94.7-11), afirma que essa promessa feita ao povo judeu continua em pé, e não é outra senão a participação no repouso sabático de Deus, em alusão ao sétimo dia da criação no qual o Criador descaçou (cf. Gn 2.2).

“Repouso” em hebraico é sabbat – sábado, e a tradição judaica via nesse dia sagrado a imagem da plenitude do mundo vindouro.

Esta foi, na realidade, a promessa feita ao povo judeu, se bem que no principio pensassem que tratava da promessa terrena da conquista e ocupação da Palestina.  No (v. 9)  fala de um lugar de repouso, “lugar de descanso” , Portanto, resta ainda um descanso para o povo de Deus.

Mas, quando já eram donos da terra, a Palavra de Deus continuou exortando-os à fidelidade e a não endurecer o coração para poder entrar um dia no repouso sabático de Deus. O livro de Apocalipse coloca das tarefas depois da morte: “Felizes os que... doravante morrem no Senhor... descansem dos seus trabalhos, pois suas obras os seguem” (cf. Ap 14.13).

Está Boa-Nova, já anunciada ao povo judeu, é a que nos é anunciada agora neste “hoje de Deus”, com o mesmo e urgente convite recebê-la e a que nos comprometamos com ela pela fé: “Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações” (Hb 4.7), pois só “se tivermos fé, haveremos de entrar no descanso” (v. 3).

Com esta Palavra de Deus não se brinca, nos diz. Não é como a palavra humana. É uma palavra viva e eficaz que, como uma espada (cf. Is 49.2), corta, julga, discerne, pede que se prestem contas, desafia, e, sobretudo, salva aquele que recebe pela fé.( Rm 4:16; 5:1-2).

Judas exorta os crentes a batalhar pela fé. Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da comum salvação, tive por necessidade escrever-vos e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos. (Judas 1:3); ( 2 Ts 1:7; Mt 11:29).

Conheçamos e prossigamos em conhecer o SENHOR: como a alva, será a sua saída; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra. Oseias 6.3

É servindo uns aos outros é que nos tornamos livres. www.harmoniacrista.org


 Bispo Ribeiro Paiva

“Marido E Esposa”

Vós, mulheres, sujeitai-vos a vosso marido, como ao Senhor;  porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo.

De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seu marido.  Vós, maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, (Ef 5.22-33).

Paulo esteve exortando à unidade a harmonia que deve existir na comunidade cristã em geral. Agora concentra sua atenção no núcleo familiar, a Igreja domestica formada pelo casal, os filhos e, naqueles tempos também os escravos. Dirige-se primeiro aos esposos e concretamente à esposa, com uma exortação:

As mulheres respeitem seus maridos. (Ef 5.22) e depois acrescenta: em tudo (Ef 5.24). em relação ao marido, repete três vezes que deve amar sua mulher (v 25), amá-la como seu próprio corpo (v. 28) e quem ama sua mulher deve cuidar dela e alimentá-la (v. 29).

Essas expressões do apóstolo talvez  possam causar perplexidade e irritação no leitor – e especialmente na leitura de hoje – que somente se contente com uma leitura superficial do texto.

Como se as exortações não deixassem ambos os esposos em pé de igualdade. Ao homem se pede “amor” e a mulher “submissão”, palavra que repugna à nossa sensibilidade e, se tratar da submissão da mulher, repugna mais ainda.

O que dizer de tudo isso? Em primeiro lugar, Paulo não está transformando em “Palavra de Deus” os condicionamentos culturais de seu tempo, que eram também seus.

Nada mais distante do que aqui ele procura dizer aos efésios. Se o apóstolo tivesse vivido hoje certamente teria sido um entusiasta defensor dos direitos da mulher e certamente não teria usado o termo “submeter-se”. Em segundo lugar, e isso é o que importa o apóstolo não está dando “conselhos de convivência matrimonial”.

O apóstolo está falando ao longo de toda a carta do mistério da salvação e o expressou com uma de suas imagens favoritas: Cristo e os crentes unidos em um só corpo que é a igreja, da qual Cristo mesmo é a cabeça.

Pois bem, este “mistério de amor” entre Cristo e a Igreja o apóstolo o vê simbolizado na união matrimonial do esposo e da esposa. Mas atenção: o amor entre Cristo e a Igreja não está refletindo a experiência de amor conjugal, e sim, ao invés, é essa união conjugal que é símbolo e presença sacramental do amor entre Cristo e sua Igreja.

Contemplando o marido e a mulher unidos em uma só carne (v. 31), Paulo exclama com entusiasmo que esse símbolo é magnifico, e com sua autoridade de apóstolo afirma:

“Este mistério é grande, quero dizer, com referencia a Cristo e à Igreja” (V.32). Esta é a “Palavra de Deus” que Paulo nos transmite. Uma palavra revolucionária que desmonta, supera e condena todo modelo cultural humano de matrimônio que estabeleça ou sancione a desigualdade entre os cônjuges, começando pelo modelo cultural do mesmo Paulo.

A Palavra de Deus – da qual o apóstolo é portador – vai mais além do que ele mesmo podia imaginar. A tradição bíblica do AT já havia preparado generosamente esse símbolo com a imagem de Deus como esposo e a comunidade como esposa, com expressões tão audazes como a de Is 62.5:

“Como a recém-casada faz a alegria de seu marido, tu farás a alegria do teu Deus”. Os últimos capítulos do Apocalipse empregam esse mesmo símbolo para encerrar o texto da bíblia, que termina com o chamado insistente da esposa ao esposo: “Vem, Senhor Jesus” (Ap 22.20).

Essa imagem bíblica desdobra toda força expressiva na relação de amor indissolúvel de Cristo para com a Igreja, cujo símbolo é presença é o sacramento cristão do matrimônio.

Conheçamos e prossigamos em conhecer o SENHOR: como a alva, será a sua saída; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra. Oseias 6.3

É servindo uns aos outros é que nos tornamos livres. www.harmoniacrista.org


 Bispo Ribeiro Paiva