Escatologia Parte I
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO
1.
CORRENTES DA ESCATOLOGIA PROTESTANTE
1.1 Os amilenistas
1.2 Os
posmilenista
1.3 Os
premilenistas históricos
1.4 Os
premilenistas dispensacionalistas
2.
ESCATOLOGIA E REINO DE DEUS
3. AS VÁRIAS DIMENSÕES DA
ESCATOLOGIA
5. OS
SINAIS DOS TEMPOS.
6. AS
PROMESSAS DO REINO DE DEUS A ISRAEL
8.
ESCATOLOGIA - DOUTRINA DAS ÚLTIMAS
COISAS.
9.1 Posição Pós-milenista.
9.2 Posição Amilenista
9.3 Posição Pré-milenista.
10. O
ARREBATAMENTO
10.1
Arrebatamento pré-tribulacional:
10.2
Arrebatamento mesotribulacional:
10.3
Arrebatamento pós-tribulacional:
10.4.
Arrebatamento parcial:
12. O MILÊNIO:
13. OS JUÍZOS FUTUROS
13.1 O
Julgamento das Nações (ou
gentios):
13.2 O
Julgamento de Israel:
13.3 O
Julgamento dos Anjos Caídos:
13.4 O
Julgamento dos Mortos Não-Redimidos:
14. AS
RESSURREIÇÕES
15. ÚLTIMAS COISAS
16.
CRONOLOGIA DO FIM
16.1
Sinais precursores da vinda de
16.2
intensidade
16.3 O Arrebatamento
16.4 Tribunal de Cristo
16.5 As
Bodas do Cordeiro
16.7
Anticristo
16.8
Grande Tribulação
16.10 O
Julgamento das Nações
16.11 O
Milênio
16.12 Última revolta de Satanás
16.13 Juízo Final
16.14
Novos Céus e nova
Terra
17. SINAIS DA VINDA DE JESUS
18. ANÁLISE CUIDADOSA DESSES SINAIS
19. CONTAGEM REGRESSIVA PARA O JUÍZO FINAL:
21. O ARREBATAMENTO DA IGREJA
21.1 As Duas Fases da Vinda de Jesus
21.2 O Arrebatamento, o Que Ocorrerá no Céu
21.3 O Que Ocorrera na Terra
22. O TRIBUNAL DE CRISTO
23. DO TRIBUNAL DE CRISTO ÀS
BODAS DO CORDEIRO
23.1 Os Nossos Motivos Serão
Julgados
23.2 As Bodas do Cordeiro
24. EVIDENCIAS APOCALIPTICA
25. QUANDO VAI COMEÇAR A GRANDE TRIBULAÇÃO?
26. QUEM SÃO OS 144.000 DO LIVRO DE
APOCALIPSE?
27. AS 70 SEMANAS DE DANIEL
27.2 As Setenta Semanas -
Dn. 9:24-27
27.3 490 anos lunares (490 X 360 = 176.400 dias) -
tempo total da profecia
27.4 Faltam 7 anos (uma semana) para que a profecia se complete.
27.5 É no verso 27 que a 70a. semana aparece.
27.6 Estes 7anos são chamados de tribulação.
28. O ARREBATAMENTO
28.2 O que
a Igreja espera
29. QUEM TOMARÁ PARTE NO ARREBATAMENTO?
30. OS 7 JULGAMENTOS PREVISTOS NA BÍBLIA
31. O TRIBUNAL (BEMA) DE CRISTO
32.1 Ap21 - O Reino milenar e a última revolta
32.2 1º - O julgamento da Cruz
32.3 2º - O auto julgamento do salvo
32.4 3º - O Tribunal (Bema) de Cristo
32.5 4º - O julgamento de Israel
32.6 5º - O julgamento das Nações
33. O MILÊNIO - PROPÓSITOS E CARACTERÍSTICAS DO REINO DE JESUS
34.1 Israel não
precisou fazer nada. Assim será a batalha no final do milênio.
34.2 O julgamento dos
anjos caídos Jd 6 ; I Co 6:3 e Mt 25:41
35. AP.22 - O JUÍZO FINAL E A NOVA JERUSALÉM
37. A NOVA JERUSALÉM
38. APOCALIPSE 22
INTRODUÇÃO
ESCATOLOGIA: Estudo das ultimas coisas. (Teologia). Um estudo amplo,
complexo, curioso e que faz com que todos os cristãos tenham desejo de ver relado na integra todos os mistérios que envolvem essa matéria.
ESCATOLOGIA: Teoria ou doutrina do destino do homem após sua morte, bem como do universo depois da sua desaparição. (Dicionário Escolar. Rios, Dermival
Ribeiro. Pág.255).
A Escatologia tem várias ramificações dentro da Teologia Bíblica. Há pelo menos três teorias defendidas pelos
teólogos, as quais cada uma em sua interpretação tenta mostrar fielmente a vinda de Cristo e o Arrebatamento da igreja.
Neste trabalho procuro colocar todas as visões escatológicas possíveis, no intuito de conhecer mais do mistério apocalíptico. E poder ensinar, para que o conhecimento seja patente aos nossos
olhos e enfim venhamos descobrir mais sobre a vinda do Messias. (Pr.José de Barros).
A preocupação com a escatologia tem
tomado formas diferentes em grupos diferentes. Dentro dos círculos cristãos conservadores,
relacionam-se com a ordem dos eventos ligados com a segunda vinda de Cristo. Os
conservadores atingiram um consenso acerca dos aspectos principais da escatologia
já no começo do século XX. Todos os seres humanos (a não ser aqueles que ainda
estiverem com vida na ocasião da volta do Senhor) devem
passar pela morte física e, neste momento,
passam para um estado intermediário apropriado para sua
condição espiritual. Aqueles que confiaram à obra salvadora de Jesus Cristo irão para um lugar de bem
aventurança e galardão. Os que não confiaram assim irão para um lugar de castigo e tormento. Nalgum tempo futuro, Cristo
voltará de modo corpóreo e pessoal. Então, todos os mortos serão ressurretos e consignados
ao seu destino final. O Céu ou o Inferno. Ali
permanecerão eternamente numa condição inalterável. (Erikson, Millard J. Pág.9-10).
Partindo do principio que a Bíblia é a perfeita e infalível palavra de Deus, o que
ela afirma do porvir é a palavra definitiva sobra
a questão. O essencial nesta questão é o cuidado especial que
deve acompanhar o estudo da Bíblia, para que não se deixe levar pelas interpretações fantasiosa e muito futurísticas.
Alguns “futurólogos” bíblicos os quais não raros, comprometem os
conceitos verdadeiros sobre o assunto, “o que há de vir”.(Sampaio, Pr. Daniel. Pág 1).
Espero que este trabalho seja realmente um instrumento de aprendizado
para todos os amantes de escatologia.
1. CORRENTES DA ESCATOLOGIA
PROTESTANTE
Nós, evangélicos protestantes, cremos que a Bíblia responde às questões básicas levantadas em todas as épocas e em todos os
lugares. Entretanto, a questão que está sempre presente na mente e no coração de todos os seres humanos
é a questão relacionada com o futuro.
"O passado a gente conta, o presente a gente curte, e o futuro a gente
tenta adivinhar". Esta parece ser a filosofia da maioria das pessoas e de
várias religiões. Historicamente falando,
a igreja protestante tem passado por épocas nas quais se pode
detectar a falta de um balanço escatológico. Algumas vezes, a igreja se mostrava tão apegada ao presente, que dava pouca atenção ao futuro. Outras, a igreja se apegava tanto ao passado, que chegava a
esquecer de sua relevância para o presente e de
seu destino futuro.
A história da escatologia cristã em geral reflete essa batalha entre o passado, o presente e o futuro. Vários teólogos evangélicos protestantes têm escrito sobre o assunto.
A história da igreja tem revelado que, durante os primeiros
cinco séculos, os cristãos não se preocupavam muito em desenvolver uma doutrina escatológica. É bom ressaltar, entretanto,
que a ausência de um dogma
sistematicamente formulado nunca significou a ausência de crenças e esperanças escatológicas. Pelo contrário, durante os primeiros cinco séculos os cristãos criam na vida após a morte, na segunda vinda
do Senhor Jesus, na ressurreição dos mortos, no julgamento
final, em tribulações e na criação de um novo céu e de uma nova terra. Mas
a escatologia, como doutrina sistematizada, tal qual nós a temos hoje, não foi desenvolvida durante
aquele período.
Basta lermos o credo apostólico para percebermos essas crenças, porém sem um desenvolvimento cronológico ou sistemático da doutrina. Mesmo durante a Idade Média, até o início da Reforma Protestante,
os cristãos daquela época também criam nesses ensinos, mas
havia “pouca reflexão sobre a maneira pela
quais os fatos se desenvolveriam, especialmente sobre o aspecto cronológico da escatologia bíblica”. Já os reformadores
protestantes sem dúvida refletiram mais sobre
a questão escatológica. Em parte, foram
motivados pela disputa teológica com a Igreja Católica, que ensinava o purgatório, por exemplo. Os teólogos reformados, portanto, fizeram muita ligação entre a escatologia, à soteriologia (a glorificação dos salvos) e a eclesiologia (a igreja triunfante etc.).
Na atualidade, o racionalismo, o evolucionismo, o
existencialismo, juntamente com o liberalismo teológico, provocaram uma reflexão mais profunda por parte dos
protestantes ortodoxos, já que todos aqueles ismos
atacavam todo tipo de ensino sobre a certeza de alguma realidade futura.
Berkhof e outros protestantes reformados reconheciam que o liberalismo teológico ignorava totalmente os ensinos escatológicos do próprio Jesus Cristo,
colocando toda a ênfase simplesmente nos
preceitos éticos do Senhor. O
racionalismo, o evolucionismo e o existencialismo filosófico, por sua vez, desconsideram qualquer ensino escatológico: na melhor das hipóteses, a escatologia bíblica não passa de uma utopia mitológica.
Os protestantes evangélicos, entretanto, baseados no ensino da Palavra de Deus, crêem na vida após a morte, na segunda vinda
do Senhor Jesus, na ressurreição dos mortos, no julgamento
final, na criação de um novo céu e de uma nova terra. Em outras palavras, os protestantes conservam as
mesmas crenças que os demais cristãos que aceitam as Escrituras Sagradas como única e última regra infalível de fé e prática. Mas o fato de crerem nessas doutrinas não significa que todos os protestantes as aceitem do mesmo modo, em relação à forma como elas se cumprirão. Assim, há uma variada divergência hermenêutica no meio protestante,
com pelo menos três escolas de interpretação: aminelista, posmilenista e premilenista.
Os amilenistas
Como L.Berkhof, O.T.Allis, G.C.Berkhouwer e outros
crêem que as Escrituras Sagradas não fazem nenhuma distinção cronológica entre a segunda vinda de Cristo, o arrebatamento da igreja, e a
participação do crente no novo céu e na nova terra. Para os amilenistas haverá apenas uma ressurreição geral dos crentes e dos
incrédulos, a qual ocorrerá durante a segunda vinda de Cristo. O julgamento final será para todos os povos. A tribulação é algo que experimentamos na presente era. O milênio referido nas Escrituras (Apocalipse 20) não significa um milênio literal, pois o reino
de Deus, inaugurado visivelmente com a primeira vinda do Senhor Jesus, continua
espiritualmente presente, embora invisível (invisibilidade não é sinônimo de inexistência), e será consumado com a segunda vinda visível do Rei da Glória. Entramos neste reino pela fé (João 3). Para os amilenistas as Escrituras não fazem distinção entre a igreja no Velho Testamento (Israel)e a igreja do Novo
Testamento ("o novo Israel", composta de circuncisos e
incircuncisos).
1.2 Os posmilenista
Como Charles Hodge, B.B.Warfield, W.G.T. Shedd, e
A.H.Strong, crêem que a segunda vinda de
Cristo ocorrerá após o milênio (não literal). A era presente se misturará com o milênio de acordo com o progresso do evangelho no mundo. Em geral, os
posmilenista assumem a mesma postura amilenista com relação ao ensino da ressurreição, do julgamento final, da
tribulação e da posição sobre Israel e igreja.
Os premilenista se dividem em dois grupos principais: os premilenista
históricos (como G.E.Ladd, A.Reese e M.J.Erickson) e os
premilenistas dispensacionalistas (como L.S.Chafer, J.D.Pentecost, C.C.Ryrie,
J.F.Walvoord e Scofield).
1.3 Os premilenistas históricos
Crêem que a segunda vinda de
Cristo para reinar nesta terra e o arrebatamento da igreja acontecerão simultaneamente; haverá a ressurreição dos salvos no início do milênio (a primeira ressurreição) e a ressurreição dos incrédulos no final do milênio. O milênio, entretanto, na posição premilenista histórica, é tanto presente como futuro. No presente, Cristo reina nos céus. No futuro, Cristo reinará na terra, embora os
premilenistas históricos em geral não considerem o período da tribulação e façam uma certa distinção entre Israel e igreja (o Israel espiritual).
1.4 Os premilenistas
dispensacionalistas
Ensinam que a segunda vinda do Senhor Jesus
acontecerá em duas fases: na
primeira, o Senhor Jesus se encontrará com a igreja nos ares,
levará os salvos para participar das bodas do Cordeiro
nas regiões celestiais; e, após sete anos de tribulação na terra sem a presença da igreja, regressará com ela para reinar neste
mundo por mil anos. Eles fazem uma distinção entre a ressurreição para a igreja, na ocasião do arrebatamento, a
ressurreição para aqueles que virão a crer durante a tribulação de sete anos (ressurreição esta que ocorrerá na segunda vinda do
Senhor, no final da tribulação) e a ressurreição dos incrédulos no final do milênio.
Os premilenista dispensacionalistas fazem, também, uma distinção entre o julgamento dos
crentes após o arrebatamento, o
julgamento de judeus e gentios convertidos no final da tribulação de sete anos e o julgamento dos incrédulos no final do milênio. Sem dúvida, para os membros desta
escola de interpretação, os sete anos de tribulação será literal, mas a igreja
neo-testamentária será arrebatada antes dessa tribulação. O milênio será inaugurado e estabelecido
com a segunda vinda do Senhor Jesus, após a tribulação e durará, literalmente, 1.000 anos.
Sem dúvida, esta posição distingue completamente
Israel e igreja.
De todas essas perspectivas protestantes, a meu ver, a que mais se coaduna com a exegese bíblica é a posição amilenistas. Pessoalmente creio que esta posição é a mais condizente com o ensino dos profetas, do Senhor Jesus e dos apóstolos, tanto hermenêutica quanto exegeticamente falando (Mateus 24-25).
De todas essas perspectivas protestantes, a meu ver, a que mais se coaduna com a exegese bíblica é a posição amilenistas. Pessoalmente creio que esta posição é a mais condizente com o ensino dos profetas, do Senhor Jesus e dos apóstolos, tanto hermenêutica quanto exegeticamente falando (Mateus 24-25).
Se o leitor estudar com mais afinco essas posições escatológicas, poderá perceber suas implicações imediatas no que tange à evangelização mundial e ao envolvimento
da igreja nas questões sociais e políticas de nossa era. A posição escatológica mais fraca, em termos hermenêuticos e exegéticos, é a posição premilenista, devido à sua grade cronológica pré-estabelecida. Os
premilenista, em geral, começam com um quadro cronológico pré-estabelecido e passam a
fazer uma "cirurgia textual" nas Escrituras, de acordo com o quadro já pré-desenhado por eles.
2. ESCATOLOGIA E REINO DE
DEUS
Iniciaremos proclamando que o nosso Senhor é Rei e o seu reino é eterno! É uma realidade atemporal. Na sua primeira manifestação, Israel reconhece e declara: "O Senhor reina para sempre; o teu
Deus ó Sião, reina de geração em geração" (Sl.146:10). O
nosso Deus está assentado num alto e
sublime trono, e governa sobre os filhos dos homens. Temos consciência do seu domínio porque cremos na sua
soberania e afirmamos que absolutamente nada foge do seu controle. Todo o poder
e toda a majestade lhe pertencem. "Ninguém há semelhante a ti, Ó Senhor; Tu és grande e grande é o poder do teu nome.
portanto: "Quem não te temeria a Ti, ó Rei das nações? “Pois isso é a Ti devido; porquanto,
entre todos os sábios das nações e em todo o seu reino, ninguém há semelhante a Ti.” (Jr.10:6-7)
3. AS VÁRIAS DIMENSÕES DA ESCATOLOGIA
Se o nosso Deus reina eternamente e reinará para sempre, falaremos, "neste sentido, de uma escatologia
perfeita, de uma escatologia presente e de uma escatologia futura, bem como de
uma escatologia que poderíamos chamar de
transcendental, enquanto está se referindo ao agir do
Deus eterno dentro, aquém e além de todos os tempos escatológicos."
2 Reconhecendo a limitação humana não ousaremos medir o tempo nem tão pouco nos deteremos a
examinar os sinais do tempo do fim, pois não limitamos a escatologia
ao estudo dos eventos finais. Porque "todos os temas teológicos apresentam uma dimensão escatológica." 3 Atentaremos ao fato de que a promessa escatológica da inserção do reino na história dos homens deve ser o incentivo, o impulso, a força do nosso compromisso de proclamar, como arautos do Rei, a vinda do seu
Reino.
Deus domina sobre o tempo e os homens não têm capacidade de cronometrá-lo nem entendê-lo. O tempo pertence a
Deus. Ele domina sobre as épocas, "é Ele quem muda os tempos e as estações(...)" (Dn.2:21) O
controle do homem sobre o tempo é tão restrito e tão inseguro, que a humanidade
vive na inquietação acerca do tempo do fim.
Na virada do milênio todo mundo viveu sob o
temor do que poderia acontecer. Mesmo vivendo a época mais avançada da ciência e da tecnologia, onde
o homem se põe no centro do universo
exibindo seu domínio sobre a criação, a incerteza quanto ao tempo escatológico apavora, tanto os mais
ignorantes como os mais entendidos, tanto os religiosos como os céticos. Segundo Stephen Jay Gould, cientista paleontólogo, a descoberta, no século XVIII, de que a história do universo não se contava em milhares
mas em bilhões de anos perturbou os sábios e constituiu a maior revolução intelectual dos tempos
modernos. Porém, o Criador do tempo exibe
sua sabedoria tão alta e tão profunda que inibe uma aproximação definida dos números, o que induz o cientista a dizer: " O problema, é que a natureza não produz regularidades
astronômicas que permitam estabelecer ciclos numéricos simples.(...) a relação entre o calendário e os ciclos astronômicos não se exprime em termos matemáticos simples. O problema
vem da maneira como a natureza funciona." A maneira como Deus lida com a
sua criação, põe a cronologia do tempo e dos fatos numa escala acima do entendimento e
da inquirição humana. E é percebendo esta verdade que Gould acuado com as pequenas brechas
deixadas pelo Criador para percepção da luz do tempo, ele
conclui: "A complexidade do calendário é um desafio à astúcia humana. É por isso que dizemos: se
Deus existe, ou tem senso de humor ou é uma nulidade em matemática (...) ou é simplesmente incompreensível para um espírito humano." 5 A ciência tem que se dobrar diante da inescrutável força e sabedoria do Criador do tempo e dos tempos.
5. OS SINAIS DOS TEMPOS.
Dentre tantas catástrofes que o planeta já sofreu e vem sofrendo, desde o dilúvio quando o mundo de então foi destruído com água, predições têm sido feitas, por cientistas e religiosos, quanto a destruição do planeta e o tempo do fim, citaremos apenas algumas: o aquecimento
da terra seguida do esfriamento do sol, a perda da camada de ozônio, previsão de possível queda dos meteoros e asteróides, os terremotos, as
injustiças sociais, as opressões dos sistemas políticos, a miséria, o desenvolvimento científico, etc. Esta palestra
foi escrita antes do dia 11 de setembro quando aconteceu o atentado ao World
Trade Center em New York
que insere no mundo o pavor do terrorismo. Fica evidente na guerra entre o
ocidente e o oriente,que o ódio ao povo da promessa -
Israel e a rejeição ao Cristianismo constrói uma barreira de separação que nenhum tratado de
paz, nem negociação econômica nem poder bélico pode quebrar. Ficou
revelado o esquema do Al Qaedar montado em todo o mundo. Se Osama bin Laden tem
comando organizado em 40 países, como será possível vencer o terrorismo?
Arnaldo Jabor, comentarista da rede Globo disse, que o ocidente precisa mudar
de cara de diabo e malignidade como é visto pelo oriente para
aproximar uma reconciliação. Não será essa a hora do
aparecimento do anti-cristo para promover a paz mundial? Diante disso, a tarefa
missionária fica ainda mais difícil porque a cara do ocidente se confunde com a face do cristianismo em
seu desenvolvimento ocidental. Não será esse um específico sinal do fim?
Muitos têm estado atentos aos sinais
e eventos preditos por Jesus no sermão do Monte das Oliveiras,
no cap. 24 de Mateus. As guerras, e rumores de guerras, a fome e terremotos, o
aumento da iniquidade e falsos profetas, as perseguições sofridas pelos servos de Deus, os massacres e os martírios que a Igreja do Senhor tem sido alvo ao longo dos séculos, tudo isso nos leva ao anseio escatológico e nos põe a questionar: quando virá o fim?
Magno Paganelli 6 trabalha com os sinais no campo
astronômico, no campo atmosférico e meteorológico e no campo hidrológico, como acontecimentos apocalípticos e assinala que já estamos vivendo o cenário que antecede o
estabelecimento do anticristo. Muitas especulações surgiram no decorrer dos
anos. Muitos tentam prognosticar a parousia, o segundo advento, com a intenção de encontrar uma resposta que satisfaça a curiosidade e a inquirição humana, no entanto, as previsões têm sido frustrantes. O tempo do fim, é segredo de Deus e não cabe ao homem identificá-lo. Disse Jesus: "Mas
a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho senão o Pai."(Mt. 24:36)
6. AS PROMESSAS DO REINO DE
DEUS A ISRAEL
A vinda do reino de Deus é o tema central do Antigo Testamento. Quando o Senhor escolheu Abraão para fazer dele uma nação separada, era o seu propósito constituir um reino Teocrático. "Agora pois,
pergunta aos tempos passados que te precederam,(...) se jamais aconteceu coisa
tamanha como esta(...)ou se um deus intentou ir e tomar para si um povo do meio
de outro povo(Dt. 4:32,34). A intenção divina persistia fazer
Israel uma testemunha do seu Rei, para que todos os povos da terra percebessem
que a nação era governada e dirigida
por um Deus sábio e Todo-Poderoso. E os
povos ouvindo os estatutos dirão: "Certamente este
grande povo é gente sábia e inteligente. Pois que grande nação há que tenha deuses tão chegados a si como o
Senhor, nosso Deus,(...)e que grande nação há que tenha estatutos tão justos como toda esta lei
que eu hoje vos proponho?(Dt. 4:6-7)
Deus fez aliança com seu povo: "Não vos esqueçais da aliança do Senhor nosso Deus, feita conosco(Dt. 4:23). Mas Israel quebrou a
aliança, porém o ministério profético em Israel condenava o
pecado da nação que impedia a ação divina e apontava para uma nova aliança. A esperança profética apontava não apenas para uma restauração, mas para um novo pacto.
"Eis ai vêm dias, diz o Senhor, em
que firmarei nova aliança com a casa de Israel(...)
dar-lhes-ei um só coração e um só caminho para que me temam
todos os dias. Farei com eles uma aliança eterna(Jr. 31:31;
32:39-40).
Tendo em vista que a monarquia teocrática não alcançou a legitimidade dentre as dinastias, tendo apenas algumas sinalizações no reinado de Davi e Salomão, evidenciou-se o
contraste entre aquilo que era e aquilo que deveria ser, renovando assim, a
esperança escatológica. "Logicamente, não se duvida que Deus seja Rei, mas a concretização de sua realeza torna-se objeto de esperança. Em outros termos, a 'teocracia' é aguardada no futuro, ela
passa a ser escatológica."
O profeta Isaías identifica sua mensagem
escatológica, no que diz respeito ao estabelecimento da
Casa do Senhor, para a qual afluirão todos os povos. Após o julgamento e a correção de Deus os povos gozarão paz universal.(Is.2:1-5) "A expressão usada por Isaías "naquele dia" é também indicadora da mensagem
escatológica do profeta, na qual anuncia "o Renovo do
Senhor que será de beleza e de glória(...) Será que os restantes de Sião serão chamados santos; todos os
que estão inscritos em Jerusalém para a vida"(Is. 4:2-3) O profeta prevê a extensão mundial do reino quando
declara que: "Naquele dia, recorrerão as nações à raiz de Jessé que está posta por estandarte dos
povos; a glória lhe será morada" (Is.11:10)."
Há um kerigma escatológico na profecia de Isaías identificada à luz do Novo Testamento. "A glória do Senhor se manifestará e toda a carne a verá. Eis aqui o meu Servo a
quem sustenho, pus sobre ele o meu Espírito, e Ele promulgará o direito para os gentios"( Is.40:1-5; 42:1) Isaías também profetiza: "Ano
aceitável do Senhor," a mesma diz respeito ao ministério do Messias na unção do Espírito do Senhor Deus. "Porque o Senhor me ungiu para pregarem
boas-novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados e apregoar o ano aceitável do Senhor(...) Indo Jesus a sinagoga, levantou-se leu esta profecia
e identificou o seu cumprimento na sua própria pessoa e obra.
"Hoje se cumpriu a Escritura quer acabais de ouvir." (Lc.416-20) O
kerigma escatológico de Isaías tem o cumprimento no advento do Messias, através do qual Deus executa a salvação do seu povo. "Para
os homens, a vinda escatológica de Deus significa o juízo e a salvação. “Para Deus, ela equivale à manifestação da sua glória, ou de seu Nome e à instauração do seu Reino.”
O profeta Daniel também vaticina e renova a esperança do reino escatológico. Cativo na Babilônia, apresenta-se ao grande
rei Nabucodonosor e relata a interpretação da visão dos reinos que sucederiam no cenário mundial, e deixa claro
que o Soberano reina sobre a terra acima dos poderosos. "É Ele quem remove reis e estabelece reis. O Altíssimo tem domínio sobre os reinos dos
homens e o dá a quem quer." (Dn.
2:21; 4:25). Mesmo que o seu braço não seja percebido e seus feitos ofuscado pela soberba humana. Ele
determina o tempo de cada reino até que o reino escatológico se estabeleça. Daniel nos dá algumas características deste reino.
Primeiro - o Reino é eterno. "O Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído."(v.44) Só o Deus infinito pode estabelecer um reino sem fim.
Segundo - O Reino de Deus é o reino do seu povo. "Não passará a outro povo." (v.44) Os escolhidos do Senhor reinarão com Ele. "Os santos do Altíssimo
receberão o reino e o possuirão para todo sempre, de eternidade em eternidade."(7:18)
Terceiro - o reino é divino, ele se estabelecerá sem o auxílio de mãos, sua erupção no reino dos homens é sobrenatural, não dependerá de acordos de paz nem de estruturas mercadológicas ou de sistemas políticos. "(...)uma pedra foi cortada sem o auxílio de mãos, feriu a estátua(...)esmiuçará e consumirá todos estes reinos."(v.34,44) O profeta relata ainda outra visão(7:13-14) na qual: "(...)vinha com as nuvens do céu um como o Filho do Homem,(...)foi-lhe dado domínio, e glória e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruído. O Senhor Jesus em Mateus 26:64 reivindica para si a profecia deixando claro que o reino escatológico está acima do reino de Davi. "É o novo status do Jesus ressurreto: autoridade absoluta, a autoridade do Filho do Homem. É evidente que Jesus demonstrava autoridade divina durante o seu ministério, mas essa autoridade estava encoberta pela forma humilde que ele assumiu. Depois de ressurreto ele assume uma autoridade cósmica, universal que lhe é de direito."
Primeiro - o Reino é eterno. "O Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído."(v.44) Só o Deus infinito pode estabelecer um reino sem fim.
Segundo - O Reino de Deus é o reino do seu povo. "Não passará a outro povo." (v.44) Os escolhidos do Senhor reinarão com Ele. "Os santos do Altíssimo
receberão o reino e o possuirão para todo sempre, de eternidade em eternidade."(7:18)
Terceiro - o reino é divino, ele se estabelecerá sem o auxílio de mãos, sua erupção no reino dos homens é sobrenatural, não dependerá de acordos de paz nem de estruturas mercadológicas ou de sistemas políticos. "(...)uma pedra foi cortada sem o auxílio de mãos, feriu a estátua(...)esmiuçará e consumirá todos estes reinos."(v.34,44) O profeta relata ainda outra visão(7:13-14) na qual: "(...)vinha com as nuvens do céu um como o Filho do Homem,(...)foi-lhe dado domínio, e glória e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruído. O Senhor Jesus em Mateus 26:64 reivindica para si a profecia deixando claro que o reino escatológico está acima do reino de Davi. "É o novo status do Jesus ressurreto: autoridade absoluta, a autoridade do Filho do Homem. É evidente que Jesus demonstrava autoridade divina durante o seu ministério, mas essa autoridade estava encoberta pela forma humilde que ele assumiu. Depois de ressurreto ele assume uma autoridade cósmica, universal que lhe é de direito."
Quarto - O reino é escatológico -"O Grande Deus
fez saber ao rei o que há de ser futuramente."
(v.45) Era para Daniel um futuro distante, para nós, mais próximo, mas ainda a se
cumprir. É para o futuro mas é certo porque a interpretação é fiel!
Quinto - O reino é universal. Não dominará apenas o espaço geográfico da Palestina e não se limitará a nação de Israel. "A pedra
que feriu a estátua se tornou em grande
montanha que ncheu toda a terra." (2:35) Estamos hoje aqui, voltados para
a visão de Daniel, a maior parte já cumprida, mas a expectativa e esperança do seu total cumprimento
nos faz pedir: Venha o teu reino em toda a terra! Venha o teu reino entre todas
as nações!
Quando Daniel recebeu as revelações acerca dos acontecimentos escatológicos, ele ouviu a pergunta
de um ser que dizia: "Quando se cumprirão essas maravilhas?"
depois o próprio Daniel indaga:
"meu senhor, qual será o fim destas coisas?"
Em nenhum momento Deus se deteve a responder acerca do tempo. Jesus foi
indagado por seus discípulos: "Dize-nos
quando sucederão estas coisas e que sinal
haverá da tua vinda e da consumação dos séculos." O Senhor Jesus
lhes respondeu dando alguns sinais e eventos que precederiam a queda de Jerusalém e o tempo do fim. Um futuro imediato e a consumação escatológica. Após a ressurreição de Jesus os discípulos voltaram a expor suas preocupações com o tempo da vinda do
reino. "Senhor, será este o tempo em que
restaures o reino a Israel? Respondeu-lhes: Não vos compete conhecer
tempos ou épocas que o Pai reservou
para a sua exclusiva autoridade." (At. 1:7) Mas, o homem continua a
indagar: Quando será o fim? A quase dois mil
anos o apóstolo Pedro fala dos
escarnecedores que diziam: "Onde está a promessa da sua
vinda?" porque julgavam a promessa demorada. (IPd.3:4,9)
O apóstolo João ouviu a voz dos mártires clamando em grande
voz: "Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o
nosso sangue dos que habitam sobre a terra? (Ap. 6:10) O retorno do Senhor
Jesus, o estabelecimento final e concreto do seu reino, nós não sabemos o tempo, nem
especulamos acerca disto, mas procuraremos entender como o Senhor Jesus e os apóstolos trataram o assunto, identificando o que de fato deve nos
preocupar e dando algumas razões da sua aparente demora.
"Jesus é movido em primeiro lugar
pelo teocentrismo e não pela escatologia; em última análise revelar a Deus e o
tornar visível no seu ser de Senhor e
de Pai é mais fundamental para Jesus que anunciar a
proximidade do reino(...) Cristo como Filho deste Pai, é o princípio hermenêutico de todas as afirmações escatológicas.". Ele é o amem para todas as
promessas de Deus.
Porém, o Mestre divino não deixou os discípulos sem respostas e ofereceu-lhes
alguns sinais escatológicos, mas assegura que
ainda não é o fim, e, de imediato lhes
propôs o que na verdade deveria preocupá-los. Antes da sua vinda, o mundo deveria ouvir o testemunho e a pregação do evangelho, que é na verdade a mensagem do
reino que está presente de um modo
espiritual e que deve ser levado até a última fronteira. "O reino, era esperado para o final da história mas veio na história de um modo inaugural
antecipando sua vinda apocalíptica."
O Senhor Jesus traça, no entanto, alguns
acontecimentos que servirão de indicadores do tempo
do fim, mas segundo o Dr. Russell Shedd, "Todos estes sinais apenas criam
o ambiente para a manifestação do grande sinal, a pregação do evangelho até aos confins da
terra." "E será pregado o evangelho do
reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim." (Mt. 24:14) Ele profetiza acerca do fim falando de um período muito mais distante que a destruição de Jerusalém. Ele aponta o período em que se dará a evangelização mundial, a profecia tem
uma abrangência muito maior que Mateus
poderia imaginar, nós, a Igreja apostólica podemos presenciar nesta geração uma expansão bem maior. Segundo o pesquisador Ralph Winter, nunca em toda história da Igreja tem havido tantas conversões como em nossos dias. Porém ainda temos 140 tribos brasileiras sem conhecer a Jesus. Temos 8.000
povos ainda esperando o anúncio da redenção pela primeira vez. São bilhões que ainda não creram. O fim virá quando o Evangelho se espalhar entre todas as nações, fato que haverá de preceder imediatamente
o estabelecimento do reino eterno.
A Igreja em todos os séculos deve aguardar a vinda do Senhor Jesus como a Igreja primitiva,
esperando o fim em nossos próprios dias. A expectativa
do fim, deve ser um estimulante da ação missionária da Igreja. "Os discípulos de Jesus não deveriam esquecer sua grande tarefa por causa da expectação do reino. Esta tarefa é para ser realizada entre a
ascensão de Jesus e parousia do Filho do Homem. Eles
deveriam assumir a vocação à luz da salvação já revelada e doada na sua vinda ao mundo."
A nossa preocupação escatológica deve ser a preocupação Joanina. Segundo George
E. Ladd a sua preocupação é com o destino dos homens, não com destino dos cosmos. O
que inquietava o seu coração era a vida eterna, que é a entrada no reino de Deus, porque Deus se decidiu definitivamente pela
salvação pela salvação dos homens.
Na perspectiva do Senhor Jesus, à luz de Marcos 1:15, o reino de Deus é uma realidade presente
para ser recebida agora, a qual defini a posição futura e prepara o homem
para entrar no Reino de Deus, porvir. "Sendo assim, presente e futuro são inseparáveis, o reino de Deus
presente, é também uma bênção escatológica." 15. A vida do reino é experimentada em dois estágios: presente e futuro.
Ela é para ser gozada tanto aqui como na eternidade. Por
isso, "Falando sobre o seu retorno, o Senhor Jesus não fala de um segundo evento escatológico, mas da consumação e da fruição que está sendo trazido ao cumprimento."
Fica claro então, que a Igreja deve lidar
com a tensão do reino que já veio e o reino que virá. "Quando os profetas
do Antigo Testamento declaravam: 'O dia do Senhor está perto'(Is.56:11; Jl 3:14;Zc.1:14); eles ainda tinham uma perspectiva
futura. Eles eram capazes de sustentar o presente e o futuro juntos numa tensão não resolvida. A tensão entre a iminência e a demora numa
expectação do fim é uma característica de toda escatologia bíblica."
O Senhor Jesus trabalhou com seus discípulos para fazê-los entender essa tensão. Ele mesmo se colocou como o reino escatológico de Deus que emergiu dentro da história. "Para Jesus, a
vinda do Reino equivale à vinda de Deus em pessoa. A vinda do reino
para Jesus, é, em primeiro lugar, a
manifestação da soberania do que Deus
mesmo fará, é a realização da santificação do seu Nome. E neste sentido o Reino de Deus, para Jesus, é exclusivamente obra de Deus." A era messiânica chegou e as profecias nele se cumpriram. Após a descida do Espírito Santo foram possíveis os discípulos perceberem essa
verdade, mesmo, ainda sob a tensão do tempo.
Quando o apóstolo Pedro se levantou no
dia de Pentecostes explicou aos seus ouvintes a vinda do reino na pessoa de
Cristo: "Deus cumpriu o que dantes anunciara por boca de todos os
profetas: que o seu Cristo havia de padecer." E imediatamente revela a
expectação da sua vinda: "(...) e que envie ele o
Cristo, que já vos foi designado, Jesus,
ao qual é necessário que o céu receba até aos tempos da restauração de todas as coisas, de
que Deus falou pela boca de seus santos profetas desde a antigüidade" (At. 3:18,20,21).
Pedro anuncia que Ele veio e que Ele virá. O reino de Deus é o desenrolar da história, tem um já agora e ainda não. É a história que se cumpre desde os tempos passados em toda revelação vétero-testamentária, que se cumpriu nos tempos da comunidade neo-testamentária, que se cumpre hoje com o avanço da Igreja no cumprimento
da sua missão, e que se cumprirá até que Ele venha. Por isso,
os que estão no reino não devem deixar de clamar: Venha o teu reino! Esta é a meta da história, o reino escatológico.
Refutando aos escarnecedores que julgavam a demora
do cumprimento da promessa da sua parousia, com a qual viria o reino escatológico em sua plenitude, Pedro declara:
Primeiro - A fidelidade da Palavra de Deus - A promessa da sua vinda é tão certa, como os céus e a terra que agora existem, porque a Palavra do Criador, que trouxe o universo à existência é a mesma que procede da boca do Senhor garantindo seu segundo advento.
Segundo - O Juízo divino é inevitável! Assim como o dilúvio expressou o juízo divino para a geração de Noé, o juízo final é uma realidade, porque "Os céus e a terra estão entesourados para o fogo, estando reservados para o dia do Juízo e a destruição dos ímpios." (3:7)
Terceiro - A julgada demora da sua vinda é uma expressão da longanimidade de Deus em harmonia com o propósito de sua graça, necessária para a plenitude dos salvos ser alcançada."Não retarda o Senhor a sua promessa, (...)pelo contrário, Ele é longânimo para conosco." (3:9) O caráter misericordioso de Deus tarda a sua ira e o julgamento final, Ele espera para que o homem se arrependa e aguarda o retorno das ovelhas perdidas. Sua paciência também é aplicada à Igreja que tem sido falha na sua missão. Deus está trabalhando com longanimidade em suportar a nossa indiferença com a situação dos povos. Para entender a sua paciência, precisamos olhar para o seu caráter bondoso. "A bondade radical de Deus apareceu no meio dos homens através de Jesus(...) Ele integra a sua compreensão de Deus como Pai bondoso dentro do seu anúncio da vinda do reino, da sua mensagem escatológica."
Quarto - A sua aparente demora prova seu amor pelos pecadores. Porque Ele ama, Ele continua a dar oportunidade para o arrependimento. Só Ele na sua onisciência sabe o horror de uma eternidade, onde o fogo não queima e onde haverá choro e ranger de dentes.(Mt.13:42;25:41; Ap.21:8) Sua compaixão nos eleitos já alcançados, deve ser revelada aos bilhões que ainda estão sob a ira da condenação eterna. A misericórdia divina é tão infinita que ultrapassa qualquer cômputo de tempo.
Primeiro - A fidelidade da Palavra de Deus - A promessa da sua vinda é tão certa, como os céus e a terra que agora existem, porque a Palavra do Criador, que trouxe o universo à existência é a mesma que procede da boca do Senhor garantindo seu segundo advento.
Segundo - O Juízo divino é inevitável! Assim como o dilúvio expressou o juízo divino para a geração de Noé, o juízo final é uma realidade, porque "Os céus e a terra estão entesourados para o fogo, estando reservados para o dia do Juízo e a destruição dos ímpios." (3:7)
Terceiro - A julgada demora da sua vinda é uma expressão da longanimidade de Deus em harmonia com o propósito de sua graça, necessária para a plenitude dos salvos ser alcançada."Não retarda o Senhor a sua promessa, (...)pelo contrário, Ele é longânimo para conosco." (3:9) O caráter misericordioso de Deus tarda a sua ira e o julgamento final, Ele espera para que o homem se arrependa e aguarda o retorno das ovelhas perdidas. Sua paciência também é aplicada à Igreja que tem sido falha na sua missão. Deus está trabalhando com longanimidade em suportar a nossa indiferença com a situação dos povos. Para entender a sua paciência, precisamos olhar para o seu caráter bondoso. "A bondade radical de Deus apareceu no meio dos homens através de Jesus(...) Ele integra a sua compreensão de Deus como Pai bondoso dentro do seu anúncio da vinda do reino, da sua mensagem escatológica."
Quarto - A sua aparente demora prova seu amor pelos pecadores. Porque Ele ama, Ele continua a dar oportunidade para o arrependimento. Só Ele na sua onisciência sabe o horror de uma eternidade, onde o fogo não queima e onde haverá choro e ranger de dentes.(Mt.13:42;25:41; Ap.21:8) Sua compaixão nos eleitos já alcançados, deve ser revelada aos bilhões que ainda estão sob a ira da condenação eterna. A misericórdia divina é tão infinita que ultrapassa qualquer cômputo de tempo.
Quinto-A sua longanimidade
sustenta o seu querer: "não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao
arrependimento." (v.9) Como porém se arrependerão se não ouvirem do seu perdão? E como ouvirão se não há quem pregue? E como pregarão se não forem enviados? Diante
desse desafio, Pedro fala que devemos esperar e apressar a vinda do Dia de
Deus, (v.12) Só há uma forma de antecipar a sua vinda, pregar as Boas Novas a cada
criatura, e fazer discípulos de todas as nações! Temos o grande privilégio e a grande
responsabilidade de apressar a vinda do Senhor. "Lembrando que a graça preocupa o Senhor mais do que o juízo." 20 Por isso, a
Igreja deve assumir o compromisso da obediência missionária e cumprir a sua missão - evangelização mundial.
Sexto - A longanimidade é prova da sua justiça. O Senhor Jesus declarou
para Israel: "Enchei vós, pois, a medida de vossos
pais(...) para que sobre vós recaia todo o sangue
justo derramado sobre a terra." (Mt.23:32,35) O nosso Deus tem uma medida
extensa para suportar a iniquidade, porque quando estabelecer o julgamento, terá todas as provas necessárias para aplicação da sua justiça que é perfeitamente reta. A resposta divina ao clamor dos que tinha sido
morta por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam
foi que repousassem ainda por pouco tempo, até que também se completasse o número dos mártires. Então, Ele julgará o sangue dos justos. . (Ap. 6:9-11)
Sétimo - Pedro responde que Deus tem o tempo determinado, porque Ele não cronometra o tempo como nós, Ele é o Senhor do tempo. porque "(...)para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos como um dia."(v.8) Então não há demora. A nossa fé, deve formar uma nova
mentalidade, nos pondo em direção a uma nova categoria de
tempo, a eternidade.
Que posição devemos tomar diante da realidade do reino já presente e do reino futuro, ou o reino espiritual e o reino escatológico?
Que posição devemos tomar diante da realidade do reino já presente e do reino futuro, ou o reino espiritual e o reino escatológico?
Para o reino presente devemos: Ser responsáveis pela expressão do reino na era presente,
isto é, não viver alienado do mundo,
mas influenciá-lo com o nosso testemunho
de vida, com uma conduta digna e uma ética cristã, que possa ser a expressão do reino de Deus. Com um
compromisso sério com a missão integral da Igreja, lutando pela transformação social como sal e luz do mundo, fazendo diferença em todos os segmentos da sociedade. Expressar o caráter do reino em todas as suas dimensões, e isso não significam fazer algo para Deus, mas o como fazemos. Porque servir a
Deus está muito mais relacionado com
o como fazemos do que com o que fazemos. Não importa se temos formação teológica e missiológica se usamos tecnologia de ponta no nosso ministério ou se somos um simples membro da igreja, se trabalhamos de tempo
integral ou se usamos a nossa profissão à serviço do reino, o que importa é que tudo que façamos para Deus expresse as
virtudes do seu reino. "Visto que, o reino de Deus não é simples sinônimo de justiça e paz social, mas é uma nova ordem de todas as coisas, de tudo que é bom, justo, puro e de tudo que compõe a realidade da vida
presente e porvir em todas as suas dimensões."
Para o reino futuro devemos: Ser responsáveis pela expansão do reino. Possuir um
senso de urgência sentindo a pressão da iminência do tempo do fim. Estar
consciente de que a vinda do reino escatológico em sua plenitude é precedida pela pregação do evangelho, por isso
devemos dispor a nossa vida e tudo que temos para cumprir a missão de expandir o reino entre todas as nações. Comprometer-nos com a
obediência missionária, como participante
ativo na evangelização mundial, seja na missão de interceder, na missão de prover o sustento
financeiro, na missão de enviar, na missão de ir e proclamar que a boda do Cordeiro já está preparada, e que ainda há lugar, pois urge que a Casa do nosso Senhor se encha. Depender da sua
presença até a consumação dos séculos, assegurando-nos que
a tarefa continua inacabada até que Ele venha. Outro
componente deve ter lugar em nossa perspectiva escatológica, a certeza, na linguagem apostólica, a firme esperança de que estaremos diante do trono de Deus e do Cordeiro, com aqueles
que procedem de toda tribo, língua, povo e nação, porque cumprimos a nossa missão e poderemos proclamar
juntos e em grande voz: "Digno é o Cordeiro, que foi morto
de receber o poder, e riqueza e sabedoria, e força, e honra e glória e louvor e domínio pelos séculos dos séculos." (Ap.5:9,12)
8. ESCATOLOGIA - DOUTRINA
DAS ÚLTIMAS COISAS.
Em relação à volta do Senhor Jesus, a única unanimidade que há entre os teólogos é que ela acontecerá. Nos demais aspectos, são várias correntes defendidas.
Cada um com sua teoria e opinião. É praticamente impossível definir como será a volta do Senhor e os demais acontecimentos dos últimos dias. São os mistérios do Senhor! A seguir, transcrevo as principais correntes defendidas
pelos teólogos.
Os assuntos são:
I - A SEGUNDA VINDA DE CRISTO
II - O ARREBATAMENTO DA IGREJA
III - A TRIBULAÇÃO
IV - O MILÊNIO
V - OS JUÍZOS FUTUROS
VI - AS RESSURREIÇÕES
9.1 Posição Pós-milenista. Significado: A segunda vinda de Cristo se dará depois do milênio.
Ordem dos acontecimentos:
A parte final da Era da Igreja (i.e.. Os seus últimos mil anos) é o Milênio, que será uma época de paz e abundância promovida pelos esforços da igreja. Depois disso, Cristo virá. Seguir-se-á então uma ressurreição generalizada, e depois desta um juízo geral e a eternidade.
Método de interpretação
A interpretação pós-milenista é amplamente espiritualizada
no que tange a profecia. Apocalipse 20, todavia, será cumprido num reino terreno, estabelecido pelos esforços da igreja.
9.2 Posição Amilenista
9.2 Posição Amilenista
Significado: A Segunda vinda de Cristo se dará no fim da época da igreja e não existe um Milênio na Terra. Estritamente
falando, os amilenistas crêem que a presente condição dos justos no céu é o Milênio, e que não há ou haverá um Milênio terrestre. Alguns
amilenistas tratam a soberania de Cristo sobre os corações dos crentes como se fosse o Milênio.
Ordem dos acontecimentos:
A Era da Igreja terminará num tempo de convulsão, Cristo voltará, haverá ressurreição e juízo gerais e, depois, a eternidade.
Método de interpretação:
A interpretação amilenista espiritualiza
as promessas feitas a Israel como nação, dizendo que são cumpridas na Igreja. De acordo com esse ponto de vista, Apocalipse 20
descreve a cena das almas nos céus durante o período entre a primeira e a segunda vinda de Cristo.
9.3 Posição Pré-milenista. Significado: A segunda vinda de Cristo acontecerá antes do Milênio.
9.3 Posição Pré-milenista. Significado: A segunda vinda de Cristo acontecerá antes do Milênio.
Ordem dos acontecimentos:
A Era da Igreja termina no tempo da Tribulação, Cristo volta à Terra, estabelece e dirige
seu reino por 1.000 anos, ocorrem a ressurreição e o juízo dos não-salvos, e depois vem a
eternidade.
Método de interpretação:
O pré-milenismo segue o método de interpretação normal, literal, histórico-gramatical. Apocalipse 20 é entendido literalmente.
A questão do arrebatamento: Entre os pré-milenistas não há unanimidade quanto ao
tempo em que vai ocorrer o arrebatamento.
10. O ARREBATAMENTO
Ocasião do Arrebatamento: Pós-milenistas e amilenistas vêem o arrebatamento da
igreja no final desta era e simultâneo com a segunda vinda de
Cristo. Entre os pré-milenistas, há vários pontos de vista.
10.1 Arrebatamento pré-tribulacional:
Significado: O arrebatamento da Igreja (i.e., a vinda do Senhor nos ares
para os Seus santos) ocorrerá antes que comece o período de sete anos da tribulação. Por isso, a Igreja não passará pela Tribulação, segundo este ponto de vista.
Provas citadas: A promessa de ser guardada
(fora) da hora da provação. (Ap 3.10)
A remoção do aspecto de habitação no ministério do Espírito Santo exige necessariamente a remoção dos crentes. (2Ts 2)
A tribulação é um período de derramamento da ira
de Deus, da qual a Igreja já está isenta. (Ap 6.17, cf. 1Ts 1.10; 5.9)
O arrebatamento só pode ser iminente se for
pré-tribulacional. (1Ts 5.6)
10.2 Arrebatamento
mesotribulacional:
Significado: O arrebatamento ocorrerá depois de transcorridos três anos e meio do período da tribulação.
Provas citadas: -A última trombeta de 1Co 15.52 é a sétima trombeta de Apocalipse 11.15, que soa na metade da tribulação.-A Grande Tribulação é composta apenas dos últimos três anos e meio da septuagésima semana da profecia de Daniel 9.24-27, e a promessa de libertação da Igreja só se aplica a esse período. (Ap 11.2; 12.6)
Provas citadas: -A última trombeta de 1Co 15.52 é a sétima trombeta de Apocalipse 11.15, que soa na metade da tribulação.-A Grande Tribulação é composta apenas dos últimos três anos e meio da septuagésima semana da profecia de Daniel 9.24-27, e a promessa de libertação da Igreja só se aplica a esse período. (Ap 11.2; 12.6)
A ressurreição das duas testemunhas
retrata o arrebatamento da Igreja, e sua ressurreição ocorre na metade da tribulação. (Ap 11.3,11)
10.3 Arrebatamento pós-tribulacional:
Significado: O arrebatamento acontecerá ao final da Tribulação. O arrebatamento é distinto da segunda vinda,
embora seja separado dela por um pequeno intervalo de tempo. A igreja
permanecerá na terra durante todo o
período da tribulação.
Provas citadas: -O arrebatamento e a segunda vinda são descritos pelas mesmas palavras.
-Preservação da ira significa proteção sobrenatural para os crentes durante a tribulação, não libertação por ausência (assim como Israel permaneceu no Egito durante as pragas, mas protegido de seus efeitos).
Provas citadas: -O arrebatamento e a segunda vinda são descritos pelas mesmas palavras.
-Preservação da ira significa proteção sobrenatural para os crentes durante a tribulação, não libertação por ausência (assim como Israel permaneceu no Egito durante as pragas, mas protegido de seus efeitos).
Há santos na terra durante a
tribulação. (Mt 24.22)
10.4. Arrebatamento
parcial:
Significado: Somente os crentes considerados dignos serão arrebatados antes de a ira de Deus ser derramada sobre a terra; os que
não tiverem sido fiéis permanecerão na terra durante a tribulação.
Provas citadas: Versículos como Hebreus 9.28,
que exigem vigilância e preparo.
A Descrição do Arrebatamento:
1- Os textos: 1Ts 4.13-18; 1Co 15.51-57; Jo 14.1-3
Os acontecimentos:
Descida de Cristo.
A Ressurreição dos mortos em Cristo.
Transformação de corpos mortais para
imortais dos crentes vivos na ocasião.
-O encontro com Cristo nos ares para a subida ao céu.
Sua Duração: É a 70ª semana de Daniel e,
portanto, durará sete anos (Dn 9.27). A
metade desse período é apresentada pelas expressões “42 meses” e “1.260 dias” (Ap 11.2,3)
Sua Distinção: (Mt 24.21; Ap 6.15-17)C- Sua Descrição:
Julgamento sobre o mundo. As três séries de juízos descrevem esse
julgamento (selos, Ap 6; trombeta, Ap 8-9; taças, Ap 16)-Perseguição contra Israel. (Mt 24.9,22; Ap 12.17)
-Salvação de multidões (ap 7). Ascensão e domínio do anticristo (2Ts 2; Ap 13).
-Salvação de multidões (ap 7). Ascensão e domínio do anticristo (2Ts 2; Ap 13).
Seu Desfecho: A tribulação terminará com a reunião das nações para a batalha de
Armagedom e com o retorno de Cristo à terra (Ap 19).
12. O MILÊNIO:
12. O MILÊNIO:
Definição:
O Milênio é o período de 1000 anosem
que Cristo reinará sobre a terra, dando
cumprimento às alianças abraâmica e davídica, bem como à nova aliança.
O Milênio é o período de 1000 anos
Suas Designações: O Milênio é chamado de “reino dos céus” (Mt 6.10), “reino de Deus” (Lc 9.11), “reino de Cristo” (Ap 11.15), a “regeneração” (Mt 19.28), “tempos de refrigério” (At .19) e o “mundo por vir” (Hb 2.5).
Seu Governo: -Seu cabeça será Cristo (Ap 19.16)
Seu caráter. Um reino espiritual que produzirá paz, equidade, justiça, prosperidade e glória (Is 11.2-5).
-Sua capital será Jerusalém (2.3).
-Sua capital será Jerusalém (2.3).
Sua Relação com satanás:
Durante este período satanás estará acorrentado, sendo liberto
ao seu final, para liderar uma revolta final contra Cristo (Ap 20). Satanás será derrotado e lançado definitivamente no lago de fogo.
13. OS JUÍZOS FUTUROS
O Julgamento das Obras dos
Crentes:
Tempo: Depois do arrebatamento da
Igreja.
Lugar: No céu.
Juiz: Cristo.
Participantes: Todos os membros do Corpo
de Cristo.
Base: Obras posteriores à salvação.
Resultado: Galardões ou perda de galardões.
Textos: 1Co 3.11-15; 2Co 15.10
13.1 O Julgamento das Nações (ou gentios):
Tempo: Na segunda vinda de
Cristo.
Lugar: Vale de Josafá.
Juiz: Cristo.
Participantes: Os gentios vivos na época da volta de Cristo.
Base: Tratamento dos “irmãos” de Cristo, i.e., Israel.
Resultado: Os salvos entram no reino;
os perdidos são lançados no lago de fogo.
Textos: Mt 25.31-46; Jl 3.2
Textos: Mt 25.31-46; Jl 3.2
13.2 O Julgamento de
Israel:
Tempo: Na segunda vinda de
Cristo.
Lugar: Na terra, no “deserto dos povos” (Ez 20.35).
Juiz: Cristo.
Participantes: Judeus vivos ao tempo da segunda vinda de Cristo.
Base: Aceitação do Messias.
Resultado: Os salvos entrarão no reino; os perdidos serão lançados no lago de fogo.
Textos: Ez 20.33-38
Textos: Ez 20.33-38
13.3 O Julgamento dos Anjos
Caídos:
Tempo: Provavelmente depois do
milênio.
Lugar: Não especificado.
Juiz: Cristo e os crentes.
Participantes: Anjos caídos.
Base: Desobediência a Deus ao seguirem a satanás em sua revolta.
Resultado: Lançados no lago de fogo. Textos: Jd 6; 1Co 6.3
13.4 O Julgamento dos
Mortos Não-Redimidos:
Tempo: Depois do Milênio.
Lugar: Perante o Grande Trono
Branco.
Juiz: Cristo.
Participantes: Todos os não-salvos desde o principio da humanidade.
Base: O que faz serem julgados é a rejeição da salvação em Cristo, mas o fogo do juízo é a demonstração de que pelas próprias más obras merecem a punição eterna.
Resultados: O lago de fogo.Textos: Ap
20.11-15
14. AS RESSURREIÇÕES
A Ressurreição dos Justos: (Lc 14.14; Jo 5.28,29)
Inclui os mortos em Cristo, que são ressuscitados no
arrebatamento da igreja (1Ts 4.16).
Inclui os salvos durante os período da tribulação (Ap 20.4). Inclui os santos do A. T. (Dn 12.2 - Alguns crêem que serão ressuscitados no
arrebatamento; outros pensam que isso se dará na segunda vinda). Todos
estes são incluídos na primeira ressurreição.
A Ressurreição dos Ímpios:
Todos os não-salvos serão ressuscitados depois do milênio para comparecerem
perante o Grande Trono Branco e serem julgados (Ap 20.11-15). Esta segunda
ressurreição resulta na segunda morte para
todos os envolvidos.
15. ÚLTIMAS COISAS
O Arrebatamento, a Segunda
Vinda e o Milênio
A escatologia é o aspecto da doutrina bíblica que lida com as “ultimas coisas” (do grego eschatos, “final”). Em 1 Jo 2.18, João descreve os momento em
que escreveu como sendo a “última hora”, evidenciando que ele, como em todas as gerações, vivia em expectativa imediata da segunda vinda de Cristo e via o seu
tempo como um no qual a presente evidência parecia afirmar que a
sua geração era mesmo a última. Não é uma atitude doentia: Cristo Jesus deseja que as pessoas aguardem
ansiosamente a sua volta ( Mt 25.1-3; 2Tm 4.8).
João não aponta apenas para o avançado da hora da história como ele a vê; ele também se volta para o assunto do anticristo, um tema comumente discutido quando
se estuda a escatologia. O espírito do anticristo, o
arrebatamento da igreja, a grande tribulação, a restauração da nação de Israel e o reino
milenar de Cristo na Terra estão todos ente os muitos
assuntos que a Bíblia descreve como “últimas coisas”. A Bíblia claramente diz que essas coisas devem acontecer. Entretanto, o
momento exato não está claro: em muitos casos não é dada a seqüência ou maneira correta do
cumprimento de tais acontecimentos.
Este site não segue qualquer ponto de
vista conclusivo em relação a esses assuntos
popularmente discutidos. Pelo contrário, ele procura ajudar os
companheiros cristãos a compreender o ponto de
vista dos outros e a fim de auxiliar no diálogo e repudiar o
fanatismo. Provavelmente não seja razoável para um cristão ser separado de outro na interpretação de coisas ainda futuras,
coisas das quais não se pode saber o resultado
final até que realmente ocorram.
Tanto o arrebatamento da igreja (incluindo a segundo vinda de Cristo) quanto o
milênio (ou o período de mil anos do reino de
Cristo) são peças centrais no futuro profético. Honestidade em relação a esses dois acontecimentos, que são absolutamente certos nas
Escrituras, mostra que não são absolutamente precisos em se designar uma época especifica ou método ou ordem definitiva de
ocorrência.
Os quadros a seguir são apresentados num sincero esforço para exibir cada ponto de
vista com uma exposição simples porém substancial, em nome da compreensão e estudo mútuos. Agradecemos especialmente a Robert Lightner e Marvin Rosenthal
pela permissão em utilizarmos os
recursos de suas obras. Nos quadros, os comentários entre colchetes [ ]
forma feitos por J.W.H.
São apresentados oito
possibilidades, todas com base bíblicas, sobre a ordem das
coisas dos últimos dias. Isto sugerem,
que nenhuma dessas correntes é a correta, mas, que são teorias apenas. Portanto, não se deve jamais
discuti-las ou serem ensinadas como verdade absoluta.
Visão pré-milenista pré-tribulacionista
Visão pré-milenista pós-tribulacionista
Visão pré-milenista mid-tribulacionista
Visão pré-milenista pré-tribulacionista com arrebatamento parcial
Visão pré-milenista do arrebatamento pré– ira
Visão pós-milenista evangélica
Visão amilenista de Sto Agostinho
Visão amilenista (uma segunda versão)
DANIEL
1 No primeiro ano de Belsazar, rei de Babilônia, teve Daniel, na sua cama, um sonho e visões da sua cabeça. Então escreveu o sonho, e relatou a suma das coisas.
1 No primeiro ano de Belsazar, rei de Babilônia, teve Daniel, na sua cama, um sonho e visões da sua cabeça. Então escreveu o sonho, e relatou a suma das coisas.
2 Falou Daniel, e disse: Eu estava olhando, numa visão noturna, e eis que os quatro ventos do céu agitavam o Mar Grande.
3 E quatro grandes animais, diferentes uns dos outros, subiam do mar.
4 O primeiro era como leão, e tinha asas de águia; enquanto eu olhava, foram-lhe arrancadas as asas, e foi levantado
da terra, e posto em dois pés como um homem; e foi-lhe
dado um coração de homem.
5 Continuei olhando, e eis aqui o segundo animal, semelhante a um urso,
o qual se levantou de um lado, tendo na boca três costelas entre os seus
dentes; e foi-lhe dito assim: Levanta-te, devora muita carne.
6 Depois disto, continuei olhando, e eis aqui outro, semelhante a um
leopardo, e tinha nas costas quatro asas de ave; tinha também este animal quatro cabeças; e foi-lhe dado domínio.
7 Depois disto, eu continuava olhando, em visões noturnas, e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso, e muito forte, o qual tinha grandes dentes de ferro; ele devorava e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele, e tinha dez chifres.
7 Depois disto, eu continuava olhando, em visões noturnas, e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso, e muito forte, o qual tinha grandes dentes de ferro; ele devorava e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele, e tinha dez chifres.
8 Eu considerava os chifres, e eis que entre eles subiu outro chifre,
pequeno, diante do qual três dos primeiros chifres
foram arrancados; e eis que neste chifre havia olhos, como os de homem, e uma
boca que falava grandes coisas.
9 Eu continuei olhando, até que foram postos uns
tronos, e um ancião de dias se assentou; o
seu vestido era branco como a neve, e o cabelo da sua cabeça como lã puríssima; o seu trono era de chamas de fogo, e as rodas dele eram fogo
ardente.
10 Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares
de milhares o serviam, e miríades de miríades assistiam diante dele. Assentou-se para o juízo, e os livros foram abertos.
11 Então estive olhando, por causa
da voz das grandes palavras que o chifre proferia; estive olhando até que o animal foi morto, e o seu corpo destruído; pois ele foi entregue para ser queimado pelo fogo.
12 Quanto aos outros animais, foi-lhes tirado o domínio; todavia foi-lhes concedida prolongação de vida por um prazo e
mais um tempo.
13 Eu estava olhando nas minhas visões noturnas, e eis que
vinha com as nuvens do céu um como filho de homem; e
dirigiu-se ao ancião de dias, e foi
apresentado diante dele.
14 E foi-lhe dado domínio, e glória, e um reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu
domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído.
15 Quanto a mim, Daniel, o meu espírito foi abatido dentro do
corpo, e as visões da minha cabeça me perturbavam.
16 Cheguei-me a um dos que estavam perto, e perguntei-lhe a verdadeira
significação de tudo isso. Ele me
respondeu e me fez saber a interpretação coisas.
17 Estes grandes animais, que são quatro, são quatro reis, que se levantarão da terra.
18 Mas os santos do Altíssimo receberão o reino e o possuirão para todo o sempre, sim,
para todo o sempre.
19 Então tive desejo de conhecer a
verdade a respeito do quarto animal, que era diferente de todos os outros,
sobremodo terrível, com dentes de ferro e
unhas de bronze; o qual devorava, fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobrava;
20 e também a respeito dos dez chifres
que ele tinha na cabeça, e do outro que subiu e
diante do qual caíram três, isto é, daquele chifre que tinha
olhos, e uma boca que falava grandes coisas, e parecia ser mais robusto do que
os seus companheiros.
21 Enquanto eu olhava, eis que o mesmo chifre fazia guerra contra os
santos, e prevalecia contra eles,
22 até que veio o ancião de dias, e foi executado o juízo a favor dos santos do
Altíssimo; e chegou o tempo em que os santos possuíram o reino.
23 Assim me disse ele: O quarto animal será um quarto reino na terra, o qual será diferente de todos os
reinos; devorará toda a terra, e a pisará aos pés, e a fará em pedaços.
24 Quanto aos dez chifres, daquele mesmo reino se levantarão dez reis; e depois deles se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros, e abaterá a três reis.
25 Proferirá palavras contra o Altíssimo, e consumirá os santos do Altíssimo; cuidará em mudar os tempos e a
lei; os santos lhe serão entregues na mão por um tempo, e tempos, e metade de um tempo.
26 Mas o tribunal se assentará em juízo, e lhe tirará o domínio, para o destruir e para o desfazer até o fim.
27 O reino, e o domínio, e a grandeza dos
reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo. O seu reino será um reino eterno, e todos os domínios o servirão, e lhe obedecerão.
28 Aqui é o fim do assunto. Quanto a
mim, Daniel, os meus pensamentos muito me perturbaram e o meu semblante se
mudou; mas guardei estas coisas no coração.
16. CRONOLOGIA DO FIM
Com relação aos eventos futuros,
todos nós desejamos obter as seguintes respostas: quando,
como, onde e porquê. Não é fácil colocarmos os acontecimentos em tal ordem que nos dê uma idéia do que irá acontecer em primeiro, em segundo ou em terceiro lugar. Tentaremos fazê-lo.
16.1 Sinais precursores da
vinda de Jesus Surgimento de falsos profetas; fome, guerras e terremotos em maior
16.2 intensidade; maior perseguição aos servos fiéis; maior desobediência à Palavra; aumento da
desobediência na relação familiar; aumento da crueldade, do orgulho, da ganância, da traição (Mt 10.21; 24.4-11; 1 Tm
4.1; 2 Tm 3.1-9; 4.3-4; 2 Pe 2.1-3; 2 Pe 3.3-5; Jo 15.19-20; At 14.22).
16.3 O Arrebatamento
A Igreja será arrebatada na primeira fase da vinda do
Senhor; não sabemos quando será. Teremos nossos corpos transformados.
Estaremos livres da ira vindoura (Mt 24.42-44; 1 Ts 1.10; 4.16-17; Ap 3.10-11;
Rm 8.23; 1 Co 15.50-55).
16.4 Tribunal de Cristo
O julgamento dos crentes segundo as suas
obras. Não será julgamento para condenação.
Uns receberão muitos galardões; outros, reprovação,
poucos galardões ou nenhum (Mt 5.11-12; 25.Jo 5.22; Rm 14.12; 1 Co
3.12-15;9.25-27; 2 Co 5.10; Gl 6.8-10; Cl 3.23-25; Hb 6.10; Ap 2.26-28).
16.5 As Bodas do Cordeiro
Dar-se-á o encontro do noivo
(Jesus) com a sua noiva (Igreja). Estaremos com Jesus para sempre.
"Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro" (Ap 19.7-9).
Eventos anteriores à Tribulação: grandes sinais e maravilhas realizados por falsos profetas; grande
atividade satânica e considerável aumento da apostasia (abandono da fé).
16.7 Anticristo
Inteligente e carismático, surgirá como líder mundial logo no início da Tribulação. (2 Ts 2.3-9; 1 Jo 2.18;
Ap 13.1-10) Surgimento do Falso Profeta (Ap 13.11-16). Início da abertura dos sete selos de Apocalipse 6. Grande perseguição a todos os que permanecerem fiéis a Cristo (Dn 12.10; Ap
6.9-11; 20.4).
16.8 Grande Tribulação
O tempo total da Tribulação será de sete anos. Chama-se Grande Tribulação os últimos três anos e meio desse período. Será um tempo de aflição sem medida. A feitiçaria e as atividades demoníacas alcançarão grau máximo. Deus continuará derramando seus juízos sobre a terra (Ap
9.1-21; 16.1-21). Tempo de grande sofrimento para os judeus (Dn 9.27; Is
13.9-11; Mt 24.15-28; Jr 30.5-7).
Jesus surgirá de forma visível e triunfará sobre o Anticristo e seus
exércitos na Batalha do Armagedom. Virá com os crentes, os anjos e os santos da tribulação. Satanás será preso por mil anos (Zc 12.10; 14.3-7; Ap 20.2; 19.11-21).
16.10 O Julgamento das Nações
Esse julgamento objetiva selecionar os povos que participarão do Milênio (Jl 3.2,11,12,14; Mt
25.31-46).
16.11 O Milênio
Período de mil anos sob o
reinado de Jesus (Ap 20.4; 2 Tm 2.17; Rm 8.17).
16.12 Última revolta de Satanás
“Quando se completarem os
mil anos, Satanás será solto da sua prisão, e sairá a enganar as nações”... a fim de ajuntá-las para a batalha. Mas
desceu fogo do céu, e os consumiu. E o diabo
foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta. De dia e de noite serão atormentados para sempre (Ap 20.7-10).
16.13 Juízo Final
Os ímpios de todas as épocas ressuscitarão para serem julgados
segundo suas obras (Ap 20.11-15).
16.14 Novos Céus e nova Terra
"Então vi um novo céu e uma nova terra, pois já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe" (Ap 21.1).
17. SINAIS DA VINDA DE JESUS
Apesar de Jesus não ter revelado o dia exato do arrebatamento da Igreja, evento este que
conduzira a plenitude do Seu reino sobre a terra, Ele deixou algumas
coordenadas através das quais podemos concluir estar longe ou perto
esse auspicioso dia.
Aos Seus discípulos que em particular lhe pediram: Declara-nos quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo. Respondeu-lhes
Jesus: Acautelai-vos, que ninguém vos engane. Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; a muitos enganarão. E ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; olhai não vos perturbeis; porque forçoso é que assim aconteça; mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino; e haverá fomes e terremotos em vários lugares. Mas todas essas coisas são o princípio das dores. Então sereis entregues à tortura, e vos matarão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome. Nesse tempo muitos hão de se escandalizar, e trair-se uns aos outros, e mutuamente se odiarão. Igualmente hão de surgir muitos falsos profetas, e enganarão a muitos; e, por se multiplicar a iníquidade, o amor de muitos esfriará.
18. ANÁLISE CUIDADOSA DESSES SINAIS
Os fenômenos previstos por Jesus como sinais da consumação do século não parecem tão fenomenais assim. Afinal de contas, sempre
tivemos nações se insurgindo contra nações, guerras e rumores de guerras, terremotos, fome e pestes sempre os tivemos conosco. Assim sendo, como
considerar qualquer desses sinais como se o evento final e tremendo das idades
estivesse para começar? Uma análise de Mateus 24.8 à luz do grego poderá nos ajudar compreender melhor o papel desses
eventos como elementos prenunciadores da iminente volta do Senhor. Na nossa Bíblia, versão de Almeida, parece sugerir apenas que esses
eventos SÃO O PRINCÍPIO DOS SOFRIMENTOS, enquanto que o original grego é dito que TODAS ESSAS COISAS SÃO O PRINCÍPIO DAS DORES DE PARTO. Note, portanto que Jesus não disse “sofrimentos”, mas “dores de parto”.
Quanto a isto, disse Hal Lindsey no seu livro, OS
ANOS 80:
19. CONTAGEM REGRESSIVA PARA O JUÍZO FINAL:
Essa diferença de tradução me levou a pensar na experiência pela qual a mulher passa durante o parto. visualizei o pai nervoso que
aguarda o primeiro filho contando os intervalos entre as contrações dolorosas da parturiente a fim de determinar a proximidade do
nascimento. Não é a dor inicial em si que dá o sinal. Somente quando elas Se tor- nam mais frequentes, continuas e
intensas é que a mulher sabe que o bebê está prestes a nascer.
Notemos, portanto que a
simples presença no mundo dos sete tipos de eventos vaticinados
por Jesus não eram sinais a serem observados. Só quando esses eventos, essas “dores de parto” se tornassem mais frequentes e intensas saberíamos que os ultimos dias do sofrimento da Igreja e o nascimento duma nova
era se aproximava. E sabemos que essa era se aproxima de forma iminente, pela
intensidade e frequência com que se materializam os seguintes sinais
preditos por Jesus:
• Proliferação de religiões falsas.
• Aparecimento de falsos messias.
• O renascimento e avanço generalizado do ocultismo.
• Sinais naturais e físicos, como seja: guerras, rumores de guerras,
pestes, terremotos, etc., em vários lugares.
Tudo nos mostra que Cristo não tarda voltar.
20. O ARREBATAMENTO DA IGREJA
A vinda de Jesus se dará em duas fases distintas. A primeira diz respeito ao arrebatamento da
Igreja. Isto concerne somente a Igreja fiel que O espera velando. A segunda
fase, diz respeito à manifestação física e pessoal de Jesus, acompanhado dos seus
santos e anjos. Isto concerne a Israel e demais nações do mundo, sobreviventes naquela ocasião.
O arrebatamento da Igreja é um mistério só plenamente compreendido quando ocorrer. Ele será o evento inicial de uma serie, como já dissemos, abrangendo a Igreja, Israel e as nações em geral. No
céu ouvir-se-á o brado de Jesus, a voz do arcanjo e a trombeta de
Deus, e os mortos em Cristo ressuscitarão. Nesse instante Jesus também trará consigo os fiéis que estavam com Ele, os quais unir-se-ão a seus corpos, já ressuscitados e glorificados. A seguir, os fiéis vivos na ocasião serão transformados, e glorificados, e todos juntos
seguirão com Jesus para o céu.
Somente os fiéis, mortos e vivos ouvirão os toques divinos de chamada, vindos do céu, e serão arrebatados pelo poder de Deus ao encontro do
Senhor nos ares.
Nessa fase da Sua vinda, a saber, no arrebatamento, Jesus não vem a terra, ao solo, O mundo também não tomará conhecimento do fato como testemunha ocular do
evento em si. O
mundo tomará conhecimento depois, quando notar a ausência, a falta e o desaparecimento de milhões de salvos.
Em seguida ao arrebatamento da Igreja, os salvos serão levados ao Tribunal de Cristo, onde serão julgados segundo as suas obras para efeito de
ganho ou perda de galardão. Esse julgamento se dará em cumprimento da Parábola dos Talentos (Mt 25.14-19). Do Tribunal de
Cristo a Igreja será conduzida festivamente as bodas do Cordeiro.
21. O ARREBATAMENTO DA IGREJA
A Segunda Vinda de Cristo é mencionada 318 vezes no Novo Testamento, mas um exame descuidado de muitos
trechos pode levar a conceitos conflitantes. Por exemplo, um trecho nos diz que
Cristo virá “nos ares” (1 Ts 4.17), enquanto outro diz que Ele vira a
terra. Um trecho diz que vira em secreto, “como ladrão”; outro diz que “todo olho o verá”. Um trecho ensina que sua vinda será um tempo de regozijo, enquanto outro diz que os povos da terra se lamentarão.
21.1 As Duas Fases da Vinda de Jesus
A vinda de Jesus se dará em duas fases distintas. A primeira diz respeito ao arrebatamento da
Igreja. Isto concerne somente a Igreja fiel que O espera velando. A segunda
fase, diz respeito à manifestação física e pessoal de Jesus, acompanhado dos seus
santos e anjos. Isto concerne a Israel e demais nações do mundo, sobreviventes naquela ocasião. A população do mundo estará muito reduzida no momento da aparição de Jesus para julgar as nações. Diz o Senhor Jeová, o Deus Todo-poderoso
“Naquele dia procurarei destruir todas as nações que vierem contra Jerusalém... Todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém...
(Zc 12.9; 14.16). Esta passagem tem a ver com
aquela ocasião, quando Israel estará também dizimado. “Naqueles dias, e naquele tempo, diz o Senhor,
buscar-se-a a iniquidade de Israel, e já não haverá; os pesados de Judá, mas não se acharão; porque perdoarei aos remanescentes que eu deixei” (Jr 50.20).
21.2 O Arrebatamento, o Que Ocorrerá no Céu
O arrebatamento é um mistério só plenamente compreendido quando ocorrer (1 Co
15.51). Ele será o evento inicial de uma série, abrangendo a Igreja, Israel e as nações em
geral. No céu ouvir-se-á o brado de Jesus, a voz do arcanjo e a trombeta de
Deus, e os mortos em Cristo ressuscitarão. Nesse instante Jesus também trará consigo os fiéis que estavam com Ele, os quais unir-se-ão a seus corpos, já ressuscitados e glorificados. A seguir, os fiéis vivos na ocasião serão transformados e glorificados, e todos juntos
seguirão com Jesus para o céu (1 Ts 3.13; 4.13-17; 1 Co 15.51 ,52)
Somente os fiéis, mortos e vivos ouvirão os toques divinos de chamada, vindos do céu, e serão arrebatados pelo poder de Deus ao encontro do
Senhor nos ares. Mas esses atos preliminares do arrebatamento da Igreja tem
maior alcance do que pensamos. Referimo-nos aqui ao brado de Jesus, à voz do arcanjo e a trombeta de Deus (1 Ts 4.16). O brado de Jesus pode ter
significado limitado á Igreja, mas a voz de arcanjo pode estar
relacionada também a Israel. A trombeta pode estar também relacionada às nações.
A trombeta de Mateus 24.31 relaciona-se com os judeus, para congrega-los
muito depois do rapto da Igreja e antes da revelação de Cristo para o julgamento das nações. Entre os judeus, uma das finalidades da
trombeta era a de congregar o povo.
A trombeta de Apocalipse nada
tem a ver com a trombeta mencionada no arrebatamento da Igreja.
Nessa fase da Sua vinda, a
saber, no arrebatamento, Jesus não vem a terra, ao solo. O mundo também não tomara conhecimento do fato como testemunha
ocular do evento em si. O
mundo tomará conhecimento depois, quando notar a ausência, a falta e o desaparecimento de milhões de salvos. O rapto da Igreja e um acontecimento
secreto, reservado para os que são dEle. O mundo não tem direito de testemunhar tal fato. Jesus após ressuscitar, ministrou aos seus durante 40 dias, sem o mundo ter qualquer
participação e ingerência (At 1.3). Também em João 12.28,29 e Atos 22.9 fatos ocorreram da parte de
Deus a que o mundo ficou alheio.
É esta bem-aventurada esperança que nos anima e fortalece até mesmo nas horas mais escuras. Vale a pena lutar
com todo o empenho até o fim, no poder do Espírito Santo, contra o pecado, o mundo e o Diabo, para atendermos a chamada
final, o toque de reunir do Senhor. Não será outro que vira ao nosso encontro nas nuvens, mas
o Senhor mesmo descerá! O mesmo que nos salvou e nos guardou na peregrinação da vida. O mesmo que morreu e ressuscitou para a nossa redenção e justificação. O mesmo que subiu ao céu para interceder por nós. O mesmo Jesus, bondoso, paciente, poderoso,
amoroso! (At 1.11; 1 Ts 4.16; Lc 24.15).
No arrebatamento, Jesus virá até às nuvens. Seus pés não tocarão o solo desta vez, como ocorrera mais tarde,
quando Ele se revelar publicamente, descendo sobre o Monte das Oliveiras em Jerusalém. Portanto , nos ares ocorrerá o encontro de Jesus com Sua Igreja, para nunca mais haver separação.
21.3 O Que Ocorrera na Terra
Por ocasião do arrebatamento da Igreja, na terra dar-se-á a ressurreição dos mortos justos, bem como a transformação dos vivos (justos) segundo o que está escrito em 1 Tessalonicenses 4.16,17. Este duplo
milagre é chamado na Bíblia “redenção do corpo” (Rm 8.23). Quanto a ressurreição dos justos, o que temos no arrebatamento da Igreja e a continuação da primeira ressurreição, iniciada por Jesus — “Cristo, as primícias (1 Co 15.23) , e concluída em Apocalipse 20.4. Em 1 Coríntios, o termo “ordem” com relação à ressurreição física dos justos falecidos, o original grego indica
fileira, grupo, turma, como em formaturas de militares ou de colegiais.
A ressurreição dos santos e dos ímpios é claramente ensinada nas Escrituras. Ela e prova de
que os que agora morrem não deixam de existir. Se os que morrem agora
deixassem de existir, para que eles reaparecessem para serem julgados (como João já os viu, em Apocalipse 20.11-15) , teriam que ser
recriados e não ressuscitados. Ressurreição só pode ser de quem já existe. Se o caso fosse recriação e não ressurreição, essa neutralizaria toda a base da recompensa,
porque aqueles que saíssem da sepultura seriam indivíduos diferentes daqueles que praticaram as obras deste mundo, em sua vida
anterior.
Há na Bíblia, duas ressurreições: a dos justos e a dos injustos, havendo um
intervalo de mil anos entre ambas (Jo 5.28,29; Ap 20.5; Dn 12.2) . A expressão bíblica “ressurreição dentre os mortos”, como em Lucas 20.35 e Filipenses 3.11, implica
uma ressurreição em que somente os justos participarão, continuando sepultados os ímpios. Sempre que a Bíblia trata da ressurreição de Jesus ou dos salvos, emprega esta expressão. Ela nunca é usada em se tratando de não-salvos.
A primeira ressurreição abrange pelo menos três grupos distintos de ressuscitados (1 Co 15.23),
identificados da seguinte maneira:
a. As primícias da primeira ressurreição. Este grupo é formado por Cristo e os santos que ressuscitaram
por ocasião da Sua morte na cruz (1 Co 15.20,23; Mt 27.53; Cl
1.18). A Festa das Primícias (Lv 23.10-12) tipificava isto, quando um molho
(que e um coletivo) era movido perante o Senhor. Molho implica em grupo. Esta festa típica previa Jesus ressuscitar com um grupo, o que de fato aconteceu. Desse
modo a ressurreição dos fiéis começou, pois Cristo — as primícias da ressurreição — já ressuscitou (At 26.23).
b. A colheita geral da ressurreição. Este grupo e formado pelos santos que vão ressuscitar no momento do arrebatamento da Igreja (1 Ts 4.16) . São todos os mortos salvos desde o tempo de Adão (Dt 16.9,10).
c. Os rabiscos da colheita (Lv 23.22). Este ultimo grupo e formado por gentios salvos e martirizados durante a Grande Tribulação, os quais ressuscitarão logo antes do Milênio (Ap 6.9-11; 7.9-14; 15.2; 20.4). Levítico 23 é a história da Igreja escrita de antemão. Temos aí entre outras coisas a ressurreição prefigurada.
A ressurreição dos justos falecidos e o corruptível se revestindo de incorruptibilidade. É o mortal se revestindo da imortalidade. São as limitações humanas sendo anuladas pela comunicação da vida eterna emanente da pessoa de Cristo, que é a própria vida!
O arrebatamento da Igreja
marca o início do chamado “dia de Cristo” (1 Co 1.8; Fp 1.6; 2 Co 1.14; 2 Tm 4.8). Esse “dia” é relacionado com a Igreja, e vai do arrebatamento
da Igreja à revelação de Cristo em gloria.
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