Cantares 4:15 És a fonte dos jardins, poço das águas vivas, que correm do Líbano! Jó 14:7 Porque há esperança para a árvore, que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus renovos.

sábado, 24 de dezembro de 2016

“Dupla Personalidade”

A água no pode subir acima do seu próprio nível, nem um cristão, por algum esforço espasmódico repentino, pode subir acima do nível de sua própria vida espiritual.

Eu vi, debaixo do sol, como um homem de Deus agita a sua língua o dia todo em uma conversa leviana e frívola, deixa seu interesse vagar entre os prazeres ociosos deste mundo e, tendo a necessidade de pregar à noite, busca um descanso no último minuto.

Pouco antes do culto e, preparando-se rapidamente em oração, tenta se colocar em uma posição em que o espírito de profecia venha sobre ele assim que subir ao púlpito.

Ao se submeter a uma situação emocional tão acalorada, ele pode, posteriormente, ter razões para congratular a si mesmo por ter tido tanta liberdade ao pregar a Palavra.

Mas ele se engana, e nele não há sabedoria. Aquilo que ele fez o dia todo e a semana toda é o que ele é, quando abre a sua Bíblia para pregar para o povo. A água não pode subir acima do seu próprio nível.

Ninguém pode colher uvas de espinheiros, nem figos de abrolhos. O fruto de uma árvore é determinado pela árvore, e o fruto da vida, pelo tipo de vida. Aquilo pelo que uma pessoa se interessa, a ponto de se absorver nisso, decide que tipo de fruto ela produzirá.

A questão é que, frequentemente, somos incapazes de descobrir as verdadeiras qualidades de nosso fruto, até que seja tarde demais. Se quisermos ser realistas em nossa vida cristã, não devemos ignorar o tremendo poder da afinidade. Com afinidade, retiro-me à atração simpática que sentimos por certas coisas e pessoas.

O coração humano é extremamente sensível e completamente capaz de estabelecer uma relação interior com objetos distantes e proibidos. Da mesma maneira como o ponteiro da bússola tem uma afinidade pelo polo norte magnético, também o coração pode se manter fiel ao seu amor secreto, ainda que separado dele por quilômetros e anos.

O que é esse objeto amado é algo que podemos descobrir, observando que direções tomam os nossos pensamentos, quando se veem livres das duras restrições do trabalhou do estudo.

Em que pensamos, quando somos livres para pensar o que quisermos? Que objeto nos traz prazer interior, quando pensamos sobre ele? Sobre o que meditamos em nosso tempo livre? A que nossa imaginação volta sem cessar?

 Tu conheces o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento. Salmos 139.2

É servindo uns aos outros que nos tornamos livres. www.harmoniacrista.org


Bispo Ribeiro Paiva

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