Cantares 4:15 És a fonte dos jardins, poço das águas vivas, que correm do Líbano! Jó 14:7 Porque há esperança para a árvore, que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus renovos.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

“Olhe Para Além Desta Vida”

Para muitos de nós, a de estar do lado de fora do círculo de amigos de Jó já representa o mais perto que queremos estar do que ele passou. Ficamos assombrados com uma pergunta que é simples e, ao mesmo tempo, nos é familiar: como este homem continuou seguindo em frente quando parecia não haver razão para isso?

Esperança de vida ou de morte

Pouco de nós experimentam a abundância de Jó antes do teste de satanás ou de suas enormes perdas. Precisamos basear nosso pensamento numa escala menor. Como suportamos as dificuldades do dia-a-dia? De que modo às tragédias que enfrentamos afetam a nossa confiança em Deus?

Quando a vida fica difícil, o que fazemos? Felizmente, não precisamos ver as perdas tão perto quanto Jó para aprender com ele uma lição sem preço. Quando tudo o que Jó possuía se perdeu, ele manteve sua esperança, pois ela não dependia de suas posses, de seus amigos ou de sua família. Ao invés disso, ele confiava em Deus. Ele é o único lugar em que nossa fé pode descansar segura.

Para Jó, a esperança não dependia de ter suas posses ou sua família de volta. Ele não barganha com Deus, dizendo: “vou confiar em ti se tu fizeres minha vida melhorar”. A vida de Jó é uma clara ilustração da verdade que Paulo expressou: coisa alguma “nos poderá separar do amor de Deus, que está em cristo Jesus, nosso SENHOR!” (Rm 8.39).

No meio das circunstâncias adversas, Jó exclama que ainda sabe duas coisas: “eu sei que o meu Redentor vive” (Jó 19.25) e “verei a Deus” (Jó 19.26). Jó não se relacionou com Deus como se fosse uma ideia ou alguma força vital etérea. Deus era o Redentor vivo.

Uma visão da ressurreição

Convencido de que Deus vive, Jó anseia vê-lo. As duas expressões de Jó 19.26, “consumida a minha pele” e “em minha carne”, se combinam para expressar a consciência de Jó de que as fundações da existência estão no Deus vivo. Apesar de vistas como que através de um denso nevoeiro, estas fundações dão sentido à trágica contradição da vida atual.

Armados com este conhecimento, temos uma ideia da importância do ensino bíblico sobre a ressurreição, tanto a de Cristo quanto a nossa. Por causa da gravidade do sofrimento de Jó, hesitamos em nos colocar em seu lugar.

Mas, na verdade, já estamos lá, do modo que mais importa. Fazemos parte dessa temporária vida física do mesmo modo que ele. Quer nos assemelhemos muito ou pouco com Jó, precisamos do mesmo Redentor que ele conhecia.

Quando conhecemos o Salvador, nossa visão sobre a vida e a morte muda. Nosso Redentor vive em nós agora. Embora não possamos ver muita coisa além da morte, sabemos que Jesus está lá. Seja como for, é o suficiente.

Conheçamos e prossigamos em conhecer o SENHOR: como a alva, será a sua saída; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra. Oseias 6.3

É servindo uns aos outros é que nos tornamos livres. www.harmoniacrista.org


 Bispo Ribeiro Paiva

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