O
sutil poder das trevas
Certa noite, ao entrar num agradável restaurante.
Vi que o ambiente estava à meia luz. Tropecei na escuridão e fui apalpando, até
encontrar uma cadeira. O vulto do garçom se aproximou e trouxe o cardápio.
Quase fiquei vesgo para ler o cardápio, mas
percebi que, quanto mais o tempo passava, mais acostumado eu ficava com a
escuridão.
A igreja está se acostumando com a escuridão. Uma
sutil lavagem cerebral está acontecendo, fazendo com que os crentes fiquem cada
vez menos sensíveis à escuridão do pecado. Embora nossa geração tropece na
escuridão, clamando que não há nenhuma verdade absoluta, “O SENHOR é a minha
luz e a minha salvação” (Sl 27.1).
Com a luz de Deus sabemos que existe verdade. Através
da luz de Deus vemos que a tolerância das mentes abertas é, na verdade, uma
coexistência pacifica com o mal, e esse tipo de concessão é a crucificação da consciência.
Cristo,
a luz do mundo.
O primeiro objetivo fundamental do crente é ser
como Cristo – uma luz num mundo em trevas. Não existe convivência pacifica
entre luz e trevas! A bíblia pergunta: “E que comunhão tem a luz com as trevas?”
(2Co 6.14). Um passo para longe da luz é um passo ao encontro da escuridão.
Um passo para longe de Jesus é um passo ao
encontro de satanás. “Porque, noutro tempo, éreis trevas, mas, agora, sois luz
no SENHOR; andai como filhos da luz, aprovando o que é agradável ao SENHOR”.
(Ef 5.8-10).
Cristo veio como luz, e os homens não o
entenderam. Quando ele nasceu, Herodes tentou apagar sua luz. Quando ele
falava, a luz do evangelho assustava o mundo religioso. Quando ele orava,
Satanás e os demônios tremiam à luz de sua presença.
Quando ele saiu da tumba, os guardas romanos
caíram no chão, totalmente tomados por seu resplendor.
Devemos
ser Luz
Jesus disse: “Eu sou a luz do mundo; quem me
segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.” (Jo 8.12). Devemos ser a
luz de Cristo para o mundo. Se nosso país precisa de luz, ela deve vir de nós. Se
nossa família precisa de luz, é porque precisamos viver com Cristo.
Na parábola dos talentos, Jesus disse que os
talentos foram distribuídos aos servos de acordo com a vontade do mestre (veja
Mt 25.14-30). Um recebeu cinco, o outro dois, e outro, apenas um. Cada um
recebeu de acordo com sua habilidade. O homem que recebeu um talento enterrou o
que recebera.
Envergonhado por ter escondido seu talento, o
homem tentou dar desculpas. Deus não gosta de desculpas. Aquele homem perdeu
seu talento.
Deus tem investido em nós. Ele calibrou nosso
brilho, de modo que alguns de nós somos como velas que brilham suavemente;
outros mais parecem um feixe de raio laser, capaz de cortar os portões do
inferno nas dobradiças. Somos a luz de Deus em nossa cidade, em nossa rua, em
nosso lar e em nosso trabalho.
Devemos segurar a tocha do evangelho bem alto
até que todo joelho se dobre e toda língua confesse que Jesus Cristo é SENHOR
(veja Rm 14.11).
Conheçamos e prossigamos em conhecer o SENHOR: como a alva, será a sua
saída; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.
Oseias 6.3
Bispo Ribeiro
Paiva
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