Cantares 4:15 És a fonte dos jardins, poço das águas vivas, que correm do Líbano! Jó 14:7 Porque há esperança para a árvore, que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus renovos.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

“Ajuda Externa”

Você já notou que a verdadeira amizade pode ser medita tanto por palavras quanto pelo silêncio? Um amigo verdadeiro sabe o momento de falar e o de ficar calado. Como já foram destacados, os amigos de Jó mostraram genuína sabedoria durante os sete dias de silêncio quando vieram compartilhar a dor de Jó. Mas, depois que começaram a falar, não conseguia mais parar.

Muito do que eles disseram era óbvio. Algumas coisas eram até verdadeiras. Quanto ao tema do sofrimento, eles estavam na escuridão tanto quanto Jó. Quando Deus finalmente falou (veja Jó 38.1 – 41.34). Ele silenciou a todos.

“Confie em Deus”

Dos quatro amigos que vieram falar com Jó, Eliú foi o que mais se aproximou da verdade. Ele encorajou Jó a olhar para além das circunstâncias e confiar no SENHOR. Não sabemos qual foi à resposta de Jó a Eliú, pois Deus falou logo depois deste jovem.

Devemos dedicar atenção especial às palavras de Eliú, porque somente ele escapou da reprovação de Deus. Deus mandou os outros três se arrependerem e pedirem desculpas a Jó (42.7-11).

A avalanche de acusações de seus amigos havia colocado Jó num beco sem saída. Com delicadeza. Eliú mostra a Jó que ele havia enfatizado demais sua própria justificação (Jó 33.7-8). Ele retorna os clamores de Jó sobre sua virtude pessoal (Jó 33.9) e suas reclamações quanto à injustiça d Deus (Jó 33.10-11).

Mas, então, Eliú lembra ao seu amigo mais velho que o relacionamento de Deus com homens e mulheres não é mecânico (Jó 33.12-18). Nós adoramos, obedecemos, amamos e conhecemos Deus – até certo ponto. Porém, sempre está acima de nossa plena compreensão. (Os 6.3). Eliú coloca a coisa de uma maneira simples: “maior é Deus do que o homem” (Jó 33.12).

Depois de desafiar Jó com brandura, Eliú caminha para o ponto principal. Se um mensageiro nos apresentasse a Deus (Jó 33.23), ele não o faria com objetivo de nos dar oportunidade de nos justificar diante dele. Quanto mais olhamos para nós mesmos, maior é a possibilidade de oferecer a Deus apenas desculpas e explicações.

Quanto mais olhamos para a glória de Deus e sua justiça perfeita, mais inclinados estaremos a cair de joelhos em profundo e silencioso arrependimento. Foi exatamente isso que aconteceu no final da história de Jó: “Eis que sou vil; que te responderia eu? A minha mão ponho na minha boca”. (Jó 40.4).

“Salve-me!”

Eliú deu ao “mensageiro” outros nomes: “intercessor”, “resgate”, alguém capaz de “redimir” (Jó 33.23-24). Eliú não estava descrevendo o seu próprio papel na situação de Jó. Ele estava trazendo a atenção de Jó de volta para Deus. Em seu caminho para a “cova” (Jó 33.22), as pessoas precisam de algo mais do que palavras: elas precisam de alguém que as possa resgatar.

Reconhecer que somos injustos não nos salva. Simplesmente nos prepara para aceitar ou rejeitar a oferta de salvação de Deus. Admitir nosso pecado é um passo importante em direção à salvação, mas não chegamos lá até que aceitamos o resgate: Jesus. Ele é o “um entre milhares” (Jó 33.23), o único que nos mostra e nos concede a justiça de Deus (Jó 33.26).

Conheçamos e prossigamos em conhecer o SENHOR: como a alva, será a sua saída; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra. Oseias 6.3

É servindo uns aos outros é que nos tornamos livres. www.harmoniacrista.org

 Bispo Ribeiro Paiva

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