Com apenas cem
anos de idade, o movimento moderno pentecostal tem milhões de adeptos no mundo
inteiro, que alegam uma experiência mais densa da fé cristã através do batismo
do Espírito de Deus e o sinal dado por Deus de falar em línguas. O movimento
inclui muitas denominações assim como pequenos grupos e indivíduos dentro das
principais denominações. Apesar de criticado por outros crentes, os
pentecostais e os carismáticos trouxeram a cristandade uma emoção fervorosa e
uma maneira criativa de adoração.
A experiência pentecostal
Uma igreja em Los
Angeles convidou um pregador afro-americano chamado William J. Seymour para os
liderarem. Seymour estava estudando naquela época com Charles F. Parham, que
estava ensinando sobre o batismo no Espírito e línguas. Quando ele chegou a Los
Angeles, Seymour começou a ensinar a mesmo doutrina, mas muitos membros da
igreja ficaram incomodados com aquilo. Quando foi mandado embora da igreja,
Seymour começou a fazer reuniões nas residências. As pessoas arrebanharam-se
para essas reuniões por três dias em seguida, até que eles tiveram que se mudar
para um prédio antigo em Azuza Street. O reavivamento continuou por três anos.
A notícia se
espalhou mundialmente e as pessoas continuavam, vindo, alguns por curiosidade
sem dúvida, outros com um desejo genuíno pelo derramamento do Espírito de Deus.
Muitos levaram essa experiência de volta pra casa e montaram suas próprias assembleias
ao redor do mundo.
Igrejas
estabelecidas criticaram o novo movimento pela sua teologia antiortodóxa. O
falar em línguas normalmente era acompanhado por tremores, latidos ou risadas
ou até mesmo pessoas caindo no chão. As críticas mais duras , ironicamente,
vieram das igrejas que eram mais achegadas aos pentecostais. Essas igrejas
estavam pregando a necessidade de uma segunda benção depois da salvação, um
momento de santificação quando uma pessoa fazia um comprometimento ao
discipulado e a santidade. Muitos dos primeiros pentecostais saíram dessa
tradição procurando uma experiência nova, uma "terceira benção", uma
evidência do batismo no Espírito através de falar em línguas.
Como é de se
esperar, nos primeiros anos do movimento pentecostal, foram tão desorganizados
quanto energéticos. As pessoas não queriam hierarquia ou estrutura para
atrapalhar o trabalho do Espírito. Portanto, qualquer pregador com o dom
poderia juntar uma congregação. Qualquer um que alegasse ter o poder de cura
poderia fazer cultos. Até hoje existe muitas igrejas pentecostais independentes
e pequenas denominações.
O movimento carismático
A Segunda onda
aconteceu em 1960, numa igreja episcopal. Dennis Bennet, um vigário da
Califórnia, experimentou o batismo no Espírito e o falar em línguas e
compartilhou isso com a sua congregação. Em semanas, 70 membros de sua igreja
estavam falando em línguas. Apesar da atividade carismática não ser permitida
durante a missa, formaram-se grupos de oração aonde membros poderiam
compartilhar esses dons espirituais. Isso foi uma grande notícia, não só dentro
da igreja, mas na mídia secular também.
Isso causou uma
tensão dentro da igreja e alguns membros, incluindo Bennet saíram da igreja.
Em 1966 um grupo
de estudiosos católicos da Universidade de Duquensne começaram a estudar esse
movimento e muitos deles próprios se tornaram carismáticos. O movimento se
espalhou através das universidades católicas e de lá para muitas igrejas.
O BÁSICO DA FÉ
O termo
pentecostal geralmente se refere a primeira onda, começando em Azuza Street, e
gerando denominações como a Assembleia de Deus. Carismático se refere a segunda
onda, pessoas que pertenciam a outras denominações, mas adicionaram o batismo
no Espírito a sua experiência cristã.
Os pentecostais e
os carismáticos também acreditam que todos os dons espirituais mencionados no
Novo Testamento ainda são distribuídos entre os que creem, incluindo o dom da
cura, interpretação de línguas e profecia.
PENTECOSTES
O nome desse festival vem da palavra
grega para "quinquagézimo". Era celebrado no quinquagézmo dia depois
da páscoa. Era uma festa da colheita que celebrava o fim da colheita da cevada
e o início da colheita do trigo. No Velho Testamento esse festival chamado de
Shavuot (Semanas), é chamado de As Festas das Semanas (Êxodo 34:22;
Deuteronômio 16:10) por causa das sete semanas depois da páscoa. Também é
chamado de festa de sega (Êxodo 23:16) e dia das primícias (Números 28:26).
A festa das semanas era um dos três
festivais peregrinos do Velho Testamento aonde as pessoas teriam que aparecer
diante do Senhor com presentes e ofertas (Êxodo 23:14-17). Tradicionalmente, a
colheita de grãos se estendia da páscoa quando o primeiro grão era cortado
(Deuteronômio 16:9), por volta de meados de abril, até o pentecostes que
terminava nos meados de junho.
Todo ano o sacerdote acenava com um
molho das primícias de sua sega diante do Senhor no dia depois do sábado
durante a festa dos pães asmos (o período de sete dias que seguia a páscoa). O
povo então contava cinquenta dias da oferta das primícias até o dia depois do
sétimo sábado para ver a festa das semanas (Levíticos 23:11).
Neste dia duas
bisnagas de pão, feitas de dois décimos de um efa de farinha e assados com
fermento, eram colocados diante do Senhor (23:17) e ofertas de livre arbítrio
eram encorajadas (Deuteronômio 16:10). Essa festa da colheita era um tempo de
grande alegria e de uma assembleia santa onde nenhum tipo de trabalho era
permitido (Levitico 23:21; Deuteronômio 16:11). A observância da festa das
semanas durante o tempo de Salomão (2 Crônicas 8:13) é a única referência no
Velho Testamento fora do Pentateuco, pois Ezequiel não a menciona no seu
calendário de festas futuras (Ezequiel 45:46).
O pentecostes é mencionado pela
primeira vez no Novo Testamento como sendo a ocasião do derramamento do
Espírito de Deus sobre os discípulos de Cristo, um evento que muitos teólogos
consideram como sendo o início da igreja (Atos 2:1). Como essa era uma festa
obrigatória, os judeus viajavam grandes distâncias para se reunir para ver o
pentecostes em Jerusalém, fazendo dessa uma grande oportunidade para Deus fazer
grandes coisas. Em duas ocasiões Paulo considera a festa de pentecostes quando
antecipava suas viagens. Em primeira instância ele escreve aos Coríntios sobre
prorrogar sua visita a eles para depois de pentecostes (1 Coríntios 16:8), e
mais tarde ele se mostra extremamente desejoso de chegar a tempo em Jerusalém
para o pentecostes (Atos 20:16).
Fonte: Ilumina
Deus
seja louvado
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