Cantares 4:15 És a fonte dos jardins, poço das águas vivas, que correm do Líbano! Jó 14:7 Porque há esperança para a árvore, que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus renovos.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

PENTECOSTAIS

VISÃO GERAL
Com apenas cem anos de idade, o movimento moderno pentecostal tem milhões de adeptos no mundo inteiro, que alegam uma experiência mais densa da fé cristã através do batismo do Espírito de Deus e o sinal dado por Deus de falar em línguas. O movimento inclui muitas denominações assim como pequenos grupos e indivíduos dentro das principais denominações. Apesar de criticado por outros crentes, os pentecostais e os carismáticos trouxeram a cristandade uma emoção fervorosa e uma maneira criativa de adoração.
A experiência pentecostal
Uma igreja em Los Angeles convidou um pregador afro-americano chamado William J. Seymour para os liderarem. Seymour estava estudando naquela época com Charles F. Parham, que estava ensinando sobre o batismo no Espírito e línguas. Quando ele chegou a Los Angeles, Seymour começou a ensinar a mesmo doutrina, mas muitos membros da igreja ficaram incomodados com aquilo. Quando foi mandado embora da igreja, Seymour começou a fazer reuniões nas residências. As pessoas arrebanharam-se para essas reuniões por três dias em seguida, até que eles tiveram que se mudar para um prédio antigo em Azuza Street. O reavivamento continuou por três anos.
A notícia se espalhou mundialmente e as pessoas continuavam, vindo, alguns por curiosidade sem dúvida, outros com um desejo genuíno pelo derramamento do Espírito de Deus. Muitos levaram essa experiência de volta pra casa e montaram suas próprias assembleias ao redor do mundo.
Igrejas estabelecidas criticaram o novo movimento pela sua teologia antiortodóxa. O falar em línguas normalmente era acompanhado por tremores, latidos ou risadas ou até mesmo pessoas caindo no chão. As críticas mais duras , ironicamente, vieram das igrejas que eram mais achegadas aos pentecostais. Essas igrejas estavam pregando a necessidade de uma segunda benção depois da salvação, um momento de santificação quando uma pessoa fazia um comprometimento ao discipulado e a santidade. Muitos dos primeiros pentecostais saíram dessa tradição procurando uma experiência nova, uma "terceira benção", uma evidência do batismo no Espírito através de falar em línguas.
Como é de se esperar, nos primeiros anos do movimento pentecostal, foram tão desorganizados quanto energéticos. As pessoas não queriam hierarquia ou estrutura para atrapalhar o trabalho do Espírito. Portanto, qualquer pregador com o dom poderia juntar uma congregação. Qualquer um que alegasse ter o poder de cura poderia fazer cultos. Até hoje existe muitas igrejas pentecostais independentes e pequenas denominações.
O movimento carismático
A Segunda onda aconteceu em 1960, numa igreja episcopal. Dennis Bennet, um vigário da Califórnia, experimentou o batismo no Espírito e o falar em línguas e compartilhou isso com a sua congregação. Em semanas, 70 membros de sua igreja estavam falando em línguas. Apesar da atividade carismática não ser permitida durante a missa, formaram-se grupos de oração aonde membros poderiam compartilhar esses dons espirituais. Isso foi uma grande notícia, não só dentro da igreja, mas na mídia secular também.
Isso causou uma tensão dentro da igreja e alguns membros, incluindo Bennet saíram da igreja.
Em 1966 um grupo de estudiosos católicos da Universidade de Duquensne começaram a estudar esse movimento e muitos deles próprios se tornaram carismáticos. O movimento se espalhou através das universidades católicas e de lá para muitas igrejas.
O BÁSICO DA FÉ
O termo pentecostal geralmente se refere a primeira onda, começando em Azuza Street, e gerando denominações como a Assembleia de Deus. Carismático se refere a segunda onda, pessoas que pertenciam a outras denominações, mas adicionaram o batismo no Espírito a sua experiência cristã.
Os pentecostais e os carismáticos também acreditam que todos os dons espirituais mencionados no Novo Testamento ainda são distribuídos entre os que creem, incluindo o dom da cura, interpretação de línguas e profecia.
PENTECOSTES
O nome desse festival vem da palavra grega para "quinquagézimo". Era celebrado no quinquagézmo dia depois da páscoa. Era uma festa da colheita que celebrava o fim da colheita da cevada e o início da colheita do trigo. No Velho Testamento esse festival chamado de Shavuot (Semanas), é chamado de As Festas das Semanas (Êxodo 34:22; Deuteronômio 16:10) por causa das sete semanas depois da páscoa. Também é chamado de festa de sega (Êxodo 23:16) e dia das primícias (Números 28:26).
A festa das semanas era um dos três festivais peregrinos do Velho Testamento aonde as pessoas teriam que aparecer diante do Senhor com presentes e ofertas (Êxodo 23:14-17). Tradicionalmente, a colheita de grãos se estendia da páscoa quando o primeiro grão era cortado (Deuteronômio 16:9), por volta de meados de abril, até o pentecostes que terminava nos meados de junho.
Todo ano o sacerdote acenava com um molho das primícias de sua sega diante do Senhor no dia depois do sábado durante a festa dos pães asmos (o período de sete dias que seguia a páscoa). O povo então contava cinquenta dias da oferta das primícias até o dia depois do sétimo sábado para ver a festa das semanas (Levíticos 23:11).
Neste dia duas bisnagas de pão, feitas de dois décimos de um efa de farinha e assados com fermento, eram colocados diante do Senhor (23:17) e ofertas de livre arbítrio eram encorajadas (Deuteronômio 16:10). Essa festa da colheita era um tempo de grande alegria e de uma assembleia santa onde nenhum tipo de trabalho era permitido (Levitico 23:21; Deuteronômio 16:11). A observância da festa das semanas durante o tempo de Salomão (2 Crônicas 8:13) é a única referência no Velho Testamento fora do Pentateuco, pois Ezequiel não a menciona no seu calendário de festas futuras (Ezequiel 45:46).
O pentecostes é mencionado pela primeira vez no Novo Testamento como sendo a ocasião do derramamento do Espírito de Deus sobre os discípulos de Cristo, um evento que muitos teólogos consideram como sendo o início da igreja (Atos 2:1). Como essa era uma festa obrigatória, os judeus viajavam grandes distâncias para se reunir para ver o pentecostes em Jerusalém, fazendo dessa uma grande oportunidade para Deus fazer grandes coisas. Em duas ocasiões Paulo considera a festa de pentecostes quando antecipava suas viagens. Em primeira instância ele escreve aos Coríntios sobre prorrogar sua visita a eles para depois de pentecostes (1 Coríntios 16:8), e mais tarde ele se mostra extremamente desejoso de chegar a tempo em Jerusalém para o pentecostes (Atos 20:16).
Fonte: Ilumina
Deus seja louvado

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