Por que pessoas justas sofrem trágicas em suas vidas? Algumas pessoas pensam que o sofrimento do justo é o maior obstáculo à fé em Deus. Elas argumentam que não é possível que Deus seja amoroso e Todo-Poderoso se os desastres atingem pessoas boas.
Ou ele não ama seus seguidores o suficiente para cuidar deles ou não é poderoso o suficiente para protege-los. Se o amor ou poder de Deus é deficiente, ele não é digno da adoração nem da dedicação do ser humano.
Num de seus livros, o famoso autor C.S. Lewis confessa que quando sua esposa Joy faleceu de câncer nos ossos, ele sentiu como se os céus tivessem se transformado numa barreira de bronze entre ele e Deus.
O rabino Harold Kushner, em seu livro Quando coisas ruins acontecem a pessoas boas, diz que a questão do sofrimento das pessoas que amam a Deus é a principal questão teológica dos religiosos sensíveis.
E Oswald Chambers escreve: “Talvez ser capaz de explicar o sofrimento talvez seja a maior indicação de nunca ter sofrido”. E conclui dizendo que o sofrimento “é um dos mistérios da vida que desperta todos os outros mistérios, até que o coração descanse em Deus”.
Este é o dilema: alguns acham que o sofrimento do justo transforma a fé em um Deus amoroso e poderoso em algo impossível; outros creem que o sofrimento do justo transforma a fé em um Deus amoroso e poderoso em algo imperativo.
Inspiração Em Jó
Jó sofreu a perda de sua riqueza e a morte de seus filhos, tudo num único dia. Então, algum tempo depois, sua saúde se deteriorou e, ele nunca se recuperaria. Por fim, seus melhores amigos se achegam a ele para acusa-lo de ter algum pecado secreto que precisava ser confessado a Deus.
A mulher de Jó era da opinião de que ele deveria amaldiçoar a Deus por deixar que toda aquela miséria se abatesse sobre ele (Jó 2.9). Aos seus olhos, estava claro que Deus havia traído o seu marido.
Jó nunca descobriu por que tal desastre lhe sobreviera. O leitor tem a sensação de que a vida de Jó é o campo de batalha onde as forças da luz e das trevas travam uma guerra sangrenta.
Satanás estava plenamente convicto de que sua estratégia de sofrimento iria destruir sua fé (Jó 1.11; 2.4-5), mas enganou-se totalmente (Jó 1.9-10). Satanás sofreu uma tremenda derrota, mas Jó nunca soube disso. Por fim, a percepção que Jó tinha de Deus cresceu, mas de forma alguma isso diminui o horror do seu sofrimento.
Um Pai Sofre
Na parábola do filho pródigo, o pai deixa o filho mais moço sair de casa e sofre toda sorte de consequência por sua insensatez. Ele também deixa que seu filho mais velho sofra com sua amargura e orgulho. O pai suporta a angústia de ver os dois filhos lidando com a dor.
Deus Pai criou o homem com o livre arbítrio e, ao dar tal liberdade, estabeleceu o curso tanto do sofrimento humano quanto do divino, pois nossas tragédias acontecem num mundo totalmente desfigurado pelo pecado, e Deus não impede a dor daqueles a quem ama.
O que ele nos oferece é o refúgio. Podemos correr e nos apegar a ele com toda a nossa força, sendo confortados por ele ao compartilharmos nossa dor. Ou, então, podemos culpá-lo e sofrer, teimosamente, sozinhos.
Conheçamos e prossigamos em conhecer o SENHOR: como a alva, será a sua saída; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra. (Oséias 6.3)
É servindo uns aos outros é que nos tornamos livres. www.harmoniacrista.org
Bispo Ribeiro Paiva
Nenhum comentário:
Postar um comentário