Cantares 4:15 És a fonte dos jardins, poço das águas vivas, que correm do Líbano! Jó 14:7 Porque há esperança para a árvore, que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus renovos.

sábado, 26 de novembro de 2016

“Devo Me Preocupar Com Possessão Demoníaca?”

“Dois erros iguais e opostos”

Em As Cartas do Inferno, C.S. Lewis observa que “há dois erros iguais e opostos que nossa raça pode cometer a respeito de demônios. Um é a descrença na sua existência. O outro é acreditar e sentir um interesse excessivo e doentio neles.”

Quando caem no primeiro erro, muitas pessoas procuram uma explicação na psicologia ou na medicina para toda reação bizarra ou incomum do comportamento humano.

Quando caem no segundo erro, outros dão crédito às forças demoníacas em relação a qualquer causa direta de atos humanos violentos, pecaminosos ou perversos.

Os demônios no Antigo Testamento

Uma olhada rápida numa concordância bíblia nos verbetes “demônio”, “espírito maligno” e “espírito imundo” mostra que a maioria das referências a essas criaturas estão nos Evangelhos e em Atos. No Antigo Testamento há poucas referências à atividade demoníaca.

A Lei proibia contato com espíritos adivinhos (Lv 19.31; 20.6,27), o rei Saul tinha um “espírito mau que o assombrava” enviado por Deus (1Sm 16.14-16; 18.10; 19.9) e o reino do rei Manassés era caracterizado por médiuns e espiritas (2Rs 23.24; 2Cr 33.6).

Os Demônios No Novo Testamento

Nas cartas do Novo testamento, Paulo se referiu aos demônios quando escreveu as epístolas de Coríntios e Timóteo (1Co 10.20-21; 1Tm 4.1) e aos “principados e potestades” em Colossenses (2.15).

Na carta aos Efésios ele alerta “contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais”. (Ef 6.12).

Tiago menciona os demônios uma vez (2.19). João se refere uma vez aos “espíritos” (1Jo 4.1). O Apocalipse faz três referências aos demônios (9.20; 16.14; 18.2) e uma aos espíritos imundos (16.13).

Nos Evangelhos e em Atos, Jesus e os apóstolos estão frequentemente em contato direto com indivíduos por demônios (literalmente “endemoninhados”). Nas Epístolas, que ensinam como a igreja deve viver no mundo, os demônios não são conceito central.

Eles aparecem como parte das forças espirituais que levam os crentes ao desvio do comportamento (1Co 10.20-21) e da crença (1Tm 4.1: 1Jo 4.1). Eles são poderes importantes em toda a maldade do mundo (Ef 6.12; Cl 2.15), mas não há aviso algum de como evitar a possessão ou instruções de como exorcizá-los.

Seja Cheio Do Espírito

No mundo espiritual, além do Espírito Santo (1Co 2.10-16), existem o espírito carnal (1Co 3.1-4) E OS ESPÍRITOS DEMONÍACOS (Ap 16.14). Poucas pessoas são totalmente controladas pelo Espíritos demoníacos (Ap 16.14).

Poucas pessoas são totalmente controladas pelo Espírito Santo. Mas a linha que separa o espírito carnal do espírito demoníaco é muito tênue de fato. E há o risco de um espírito carnal que não se rende na vida do crente e que pode abrir a porta para as atividades demoníacas (Tg 3.13 – 4.10).

Esta é uma das razões pelas quais o apóstolo diz: “E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos (sede controlados) do Espírito” (Ef 5.18).
Conheçamos e prossigamos em conhecer o SENHOR: como a alva, será a sua saída; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra. (Oséias 6.3)

É servindo uns aos outros é que nos tornamos livres. www.harmoniacrista.org


Bispo Ribeiro Paiva 

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