“Dois erros iguais e opostos”
Em As Cartas
do Inferno, C.S. Lewis observa que “há dois erros iguais e opostos que nossa
raça pode cometer a respeito de demônios. Um é a descrença na sua existência. O
outro é acreditar e sentir um interesse excessivo e doentio neles.”
Quando caem
no primeiro erro, muitas pessoas procuram uma explicação na psicologia ou na
medicina para toda reação bizarra ou incomum do comportamento humano.
Quando caem
no segundo erro, outros dão crédito às forças demoníacas em relação a qualquer
causa direta de atos humanos violentos, pecaminosos ou perversos.
Os demônios no Antigo Testamento
Uma olhada
rápida numa concordância bíblia nos verbetes “demônio”, “espírito maligno” e
“espírito imundo” mostra que a maioria das referências a essas criaturas estão
nos Evangelhos e em Atos. No Antigo Testamento há poucas referências à
atividade demoníaca.
A Lei
proibia contato com espíritos adivinhos (Lv 19.31; 20.6,27), o rei Saul tinha
um “espírito mau que o assombrava” enviado por Deus (1Sm 16.14-16; 18.10; 19.9)
e o reino do rei Manassés era caracterizado por médiuns e espiritas (2Rs 23.24;
2Cr 33.6).
Os Demônios No Novo Testamento
Nas cartas
do Novo testamento, Paulo se referiu aos demônios quando escreveu as epístolas
de Coríntios e Timóteo (1Co 10.20-21; 1Tm 4.1) e aos “principados e potestades”
em Colossenses (2.15).
Na carta aos
Efésios ele alerta “contra os principados, contra as potestades, contra os
príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos
lugares celestiais”. (Ef 6.12).
Tiago
menciona os demônios uma vez (2.19). João se refere uma vez aos “espíritos”
(1Jo 4.1). O Apocalipse faz três referências aos demônios (9.20; 16.14; 18.2) e
uma aos espíritos imundos (16.13).
Nos
Evangelhos e em Atos, Jesus e os apóstolos estão frequentemente em contato
direto com indivíduos por demônios (literalmente “endemoninhados”). Nas
Epístolas, que ensinam como a igreja deve viver no mundo, os demônios não são
conceito central.
Eles
aparecem como parte das forças espirituais que levam os crentes ao desvio do
comportamento (1Co 10.20-21) e da crença (1Tm 4.1: 1Jo 4.1). Eles são poderes
importantes em toda a maldade do mundo (Ef 6.12; Cl 2.15), mas não há aviso
algum de como evitar a possessão ou instruções de como exorcizá-los.
Seja Cheio Do Espírito
No mundo
espiritual, além do Espírito Santo (1Co 2.10-16), existem o espírito carnal
(1Co 3.1-4) E OS ESPÍRITOS DEMONÍACOS (Ap 16.14). Poucas pessoas são totalmente
controladas pelo Espíritos demoníacos (Ap 16.14).
Poucas
pessoas são totalmente controladas pelo Espírito Santo. Mas a linha que separa
o espírito carnal do espírito demoníaco é muito tênue de fato. E há o risco de
um espírito carnal que não se rende na vida do crente e que pode abrir a porta
para as atividades demoníacas (Tg 3.13 – 4.10).
Esta é uma
das razões pelas quais o apóstolo diz: “E não vos embriagueis com vinho, em que
há contenda, mas enchei-vos (sede controlados) do Espírito” (Ef 5.18).
Conheçamos e prossigamos em conhecer o SENHOR: como a alva, será a sua
saída; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.
(Oséias 6.3)
É servindo uns aos outros é que nos tornamos livres. www.harmoniacrista.org
Bispo Ribeiro Paiva
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