O livro sublime
A Bíblia é uma autoridade. É uma obra de mais de 40 autores inspirados que escreveram num período de tempo de mais de 1.500 anos em três línguas (hebraico, aramaico e grego) em três continentes (África, Ásia e Europa), mas trata de um único tema: como a humanidade pecadora pode ser reconciliada com um Deus Santo.
O judaísmo usa o Antigo Testamento com as tradições do Talmude. O Antigo Testamento é o ponto de partida para um sistema ético com um forte enfoque para este mundo, com frequentes – se não primarias – referências às tradições do Talmude. Entre as ramificações do judaísmo temos o judaísmo ortodoxo, que enfatiza o Antigo Testamento, e o judaísmo reformado, que o enfatiza menos.
Islamismo e hinduísmo
Em contraste com a multiplicidade de autores da Bíblia, o alcorão do Islamismo é uma obra de um único homem, o profeta Maomé, que declara que Alá ditou a obra para ele em árabe.
O alcorão não é traduzido dentro do islamismo; seus adeptos aprendem árabe para estuda-lo e memoriza-lo. O alcorão ensina uma religião triunfalista que floresce na maioria das situações, mas demonstra ansiedade em poucas ocasiões.
O hinduísmo conta com uma literatura filosófica nos Upanishads e nos escritos sagrados dos vedas e do Bhagavad-Gita, mas as principais ideias do hinduísmo não são tão ensinadas nos vedas e no Bhagavad-Gita tanto quanto são incorporadas aos poemas e canções quase sem fim que meandram por entre os mitos e lendas dos deuses.
O hinduísmo prepara seus adeptos para se submeterem ao carma e às séries quase infindáveis de transmigrações da alma em busca de purificação.
Buda e Confúcio
O budismo foi fundado no sexto século a.C por Gautama, o Buda, e é uma expressão mais mundana e mais pessimista da perspectiva transmigratória do hinduísmo. O objetivo no budismo não é a perfeição pessoal, mas a aniquilação pessoal até o Nirvana, um estado de cessação de todos os desejos.
Os livros Jataka, escritos sete séculos após o nascimento de buda, são uma coleção das lendas de sua concepção, nascimento e vida. Os Sutras do budismo mahayana criaram uma teologia para esta ramificação da fé. São composições volumosas, cheias de divagações; poucos irão ler mais do que pequenas porções destas obras.
Confúcio escreveu filosofia em Os Analetos, mas eles declaram que esta obra não é inspirada nem ensina fé em um deus. O I-Ching foi escrito antes de Confúcio e interpreta a vida como equilíbrio ou desequilíbrio entre as forças do yin yang e a procura do caminho para a unidade, ou Tao.
O confucionismo, também, é mais uma filosofia do que fé em um deus. Obviamente, a Bíblia é única pela sua autoridade e pela glória de seus objetivos temáticos e salvadores.
Conheçamos e prossigamos em conhecer o SENHOR: como a alva, será a sua saída; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra. (Oséias 6.3)
É servindo uns aos outros é que nos tornamos livres. www.harmoniacrista.org
Bispo Ribeiro Paiva
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