“Jesus Foi O Messias Anunciado?”, Muitos Messias?
Quando Diocleciano
abdicou do império de Roma, foi inevitável que acontecesse uma guerra pela
sucessão, travada entre Maxêncio e Constantino. Maxêncio tinha a posse de Roma,
mas Constantino estava invadindo pela Gália, em 312 d.C. na preparação para a
batalha em torno do rio Tibre, Maxêncio consultou os oráculos sibilinos em
busca de alguma orientação profética.
O importante
oráculo revelou: “Naquele dia, o inimigo de Roma perecerá”. Maxêncio foi para a
batalha confiante que o destino de Constantino estava em suas mãos. Contudo,
foi ele que pereceu na batalha, revelando-se, assim, “inimigo de Roma”.
Entretanto, a profecia se cumpriria de um jeito ou de outro; o fato de a
profecia ser propositalmente vaga garantia isso.
Será que as
profecias do Antigo Testamento sobre o Messias não são igualmente vagas, de
modo que muitos judeus pudessem dizer que são o cumprimento dessa profecia,
visto terem atingido uma dada liderança espiritual? Pode realmente parecer
verdade se tomaremos as profecias individualmente, pois existem mais de 300
profecias messiânicas no Antigo Testamento.
Porém, se
tomadas em conjunto, tais profecias formam uma barreira contra um cumprimento
acidental ou um cumprimento posterior ao fato.
300 profecias, um só Messias
Pense em
cada uma das 300 profecias como um filtro que barra todo aquele que não atende
aos seus requisitos, e, então, você verá o quão improvável é que alguém que não
seja o verdadeiro Messias consiga passas por todos os 300 filtros.
Se você
tentar calcular a probabilidade de que alguém, acidentalmente, satisfaça 300
descrições pessoais, você acabará chegando a uma única chance dentro de um
número seguido por 125 zeros – uma impossibilidade.
O messias
descenderia de Eva (Gn 3.16), de Judá (49.10) e de Davi (2Sm 7.14). Nasceria de
uma virgem (Is 7.14) em Belém (Mg 5.2). Entraria em Jerusalém montado num
jumento (Zc 9.9). Seria traído por um amigo (Sl 41.9).
Morreria com
os ímpios, mas seria enterrado com o rico (Is 53.9,12). Nenhum de seus ossos
seria quebrado (Sl 34.20) durante uma morte violenta, em que suas mãos e pés
seriam transpassados (Sl 22.16).
Ele clamaria
a Deus (Sl 22.1). Durante sua morte, aqueles que estivessem acompanhando esse
momento dividiriam suas roupas (Sl 22.18). Ele viria para salvar tanto gentios
quanto judeus (Is 49.6). Ele ressuscitaria dos mortos (Sl 16.10).
Jesus, o Messias
Portanto, a
resposta é: “Sim, Jesus foi o Messias anunciado”. Mas as profecias dizem mais
do que isso sobre ele. Ele compartilhou da natureza divina como Filho de Deus
(Sl 2.7) e da natureza humana, como Filho do homem (Gn 3.16).
Como Servo
Sofredor, ele cumpriu o destino de Israel ao obedecer aos justos padrões da Lei
de Moisés (Is 49.1-3). Ele estabeleceu o novo concerto de Deus com a humanidade
(Jr 31.31-34; Mt 26.28).
Ele é o
destino e o ponto focal da história (Cl 1.16). Nós aguardamos o seu retorno
para o estabelecimento da justiça e da retidão no reino do milênio (Ml 4.1-3; Ap
19.11 – 20.14).
Conheçamos e prossigamos em conhecer o SENHOR: como a alva, será a sua
saída; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.
(Oséias 6.3)
É servindo uns aos outros é que nos tornamos livres. www.harmoniacrista.org
Bispo Ribeiro Paiva
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