“Por
Que Devo Acreditar Naquilo Que A Bíblia Diz ?”, Escribas no controle de qualidade
Hoje, poucas
pessoas conseguem imaginar a dureza do trabalho dos antigos escribas que
copiavam a Bíblia dia após dia. Escribas judeus seguiam um rígido protocolo
para eliminar os erros na Bíblia hebraica. Eles contavam linhas, palavras e
letras para ter certeza de que estavam no caminho certo.
Eles valorizavam
as letras que ficavam no meio do Pentateuco e no Antigo Testamento como um
ponto de controle especial. Qualquer erro resultava na destruição do manuscrito.
Os escribas
do Novo Testamento se sentavam juntos a mesas, ficavam em pé ao lado de balcões
ou se agachavam com um rolo sobre os joelhos. Em alguns momentos, uma sala de
copistas ouvia o ditado de um leitor. Em outros, o escriba copiava direto do
exemplar, ou o original.
Num
manuscrito armênio dos Evangelhos, lemos num post scriptum a reclamação sobre
uma fortíssima tempestade de neve do lado de fora do mosteiro, a qual fazia com
que a tinta congelasse no recipiente e as mãos do escriba adormecessem, fazendo
com que a pena caísse de sua mão.
Especialmente
nos manuscritos mais difíceis aparecem, às vezes, notas marginais como essas: “Escrever
encurva as costas, faz com que as costelas comprimam o estômago e promove uma
debilidade generalizada”. “Fim do livro, graças a Deus!”. “Não existe escriba
que não irá morrer, mas o que as suas mãos escrevem ficará para sempre”.
Manuscritos em abundancia
A quantidade
dos manuscritos bíblicos supera em muitos a de qualquer literatura antiga; a
quantidade de mostras dos manuscritos do Novo Testamentos é surpreendente. Existem
mais de 5.000 manuscritos em grego. Alguns deles contém todo o Novo Testamento,
outros apenas porções, e outros, ainda, são apenas rascunhos, contendo apenas
algumas palavras.
Mas de 9.000
traduções antigas do Novo Testamentos para o latim, siríaco, copta e outras
línguas mediterrâneas nos dão uma ótima visão sobre o texto bíblico. O lapso de
tempo entre a composição do original e as cópias mais antigas existentes é
centenas de anos menor que o de outros escritos antigos.
A descoberta
dos manuscritos do mar Morto levou os exemplares dos manuscritos mais antigos
do Antigo Testamentos até o século II a.C.
A maioria
dos livros do Novo Testamento é atestada em manuscritos apenas 2oo anos mais
novos que os originais. Alguns fragmentos em papiro do Evangelho de João datam
de apenas 50 anos depois do original.
Passando no teste de confiabilidade
Além da
confiabilidade dos manuscritos, a arqueologia tem copiado, de modo consistente,
os detalhes históricos e culturais presente na Bíblia. Uma das mais famosas
descobertas se refere ao rei Belsazar da Babilônia (Dn 5.1).
Nenhuma das
listas de reis antigos incluía o nome de Belsazar, de modo que os críticos usam
a sua presença na Bíblia como evidência de que Daniel “profetizava depois do
fato”, já no século II a.C., como forma de inspirar a resistência dos macabeus
contra a investida dos selêucidas.
Até que o
nome de Belsazar apareceu em inscrições feitas em pedra, descobertas em 1956 em
Harã. Mais: uma cópia completa de Daniel foi encontrada entre os manuscritos do
mar Morto, o que indica que, no século II a.C., Daniel já era reconhecido,
reverenciado, reproduzido e distribuído como parte das escrituras. Qualquer que
seja o teste de confiabilidade, você pode confiar naquilo que está escrito na
Bíblia.
Conheçamos e prossigamos em conhecer o SENHOR: como a alva, será a sua
saída; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.
(Oséias 6.3)
É servindo uns aos outros é que nos tornamos livres. www.harmoniacrista.org
Bispo Ribeiro Paiva
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