Cantares 4:15 És a fonte dos jardins, poço das águas vivas, que correm do Líbano! Jó 14:7 Porque há esperança para a árvore, que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus renovos.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

“Por Que Devo Acreditar Naquilo Que A Bíblia Diz ?”


Hoje, poucas pessoas conseguem imaginar a dureza do trabalho dos antigos escribas que copiavam a Bíblia dia após dia. Escribas judeus seguiam um rígido protocolo para eliminar os erros na Bíblia hebraica. Eles contavam linhas, palavras e letras para ter certeza de que estavam no caminho certo.

Eles valorizavam as letras que ficavam no meio do Pentateuco e no Antigo Testamento como um ponto de controle especial. Qualquer erro resultava na destruição do manuscrito.

Os escribas do Novo Testamento se sentavam juntos a mesas, ficavam em pé ao lado de balcões ou se agachavam com um rolo sobre os joelhos. Em alguns momentos, uma sala de copistas ouvia o ditado de um leitor. Em outros, o escriba copiava direto do exemplar, ou o original.

Num manuscrito armênio dos Evangelhos, lemos num post scriptum a reclamação sobre uma fortíssima tempestade de neve do lado de fora do mosteiro, a qual fazia com que a tinta congelasse no recipiente e as mãos do escriba adormecessem, fazendo com que a pena caísse de sua mão.

Especialmente nos manuscritos mais difíceis aparecem, às vezes, notas marginais como essas: “Escrever encurva as costas, faz com que as costelas comprimam o estômago e promove uma debilidade generalizada”. “Fim do livro, graças a Deus!”. “Não existe escriba que não irá morrer, mas o que as suas mãos escrevem ficará para sempre”.

Manuscritos em abundancia

A quantidade dos manuscritos bíblicos supera em muitos a de qualquer literatura antiga; a quantidade de mostras dos manuscritos do Novo Testamentos é surpreendente. Existem mais de 5.000 manuscritos em grego. Alguns deles contém todo o Novo Testamento, outros apenas porções, e outros, ainda, são apenas rascunhos, contendo apenas algumas palavras.

Mas de 9.000 traduções antigas do Novo Testamentos para o latim, siríaco, copta e outras línguas mediterrâneas nos dão uma ótima visão sobre o texto bíblico. O lapso de tempo entre a composição do original e as cópias mais antigas existentes é centenas de anos menor que o de outros escritos antigos.

A descoberta dos manuscritos do mar Morto levou os exemplares dos manuscritos mais antigos do Antigo Testamentos até o século II a.C.
A maioria dos livros do Novo Testamento é atestada em manuscritos apenas 2oo anos mais novos que os originais. Alguns fragmentos em papiro do Evangelho de João datam de apenas 50 anos depois do original.

Passando no teste de confiabilidade

Além da confiabilidade dos manuscritos, a arqueologia tem copiado, de modo consistente, os detalhes históricos e culturais presente na Bíblia. Uma das mais famosas descobertas se refere ao rei Belsazar da Babilônia (Dn 5.1).

Nenhuma das listas de reis antigos incluía o nome de Belsazar, de modo que os críticos usam a sua presença na Bíblia como evidência de que Daniel “profetizava depois do fato”, já no século II a.C., como forma de inspirar a resistência dos macabeus contra a investida dos selêucidas.

Até que o nome de Belsazar apareceu em inscrições feitas em pedra, descobertas em 1956 em Harã. Mais: uma cópia completa de Daniel foi encontrada entre os manuscritos do mar Morto, o que indica que, no século II a.C., Daniel já era reconhecido, reverenciado, reproduzido e distribuído como parte das escrituras. Qualquer que seja o teste de confiabilidade, você pode confiar naquilo que está escrito na Bíblia.

Conheçamos e prossigamos em conhecer o SENHOR: como a alva, será a sua saída; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra. (Oséias 6.3)

É servindo uns aos outros é que nos tornamos livres. www.harmoniacrista.org


Bispo Ribeiro Paiva 

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