Muitos dos pecados listados aqui são semelhantes,
portanto, pode ajudar em seu entendimento se os considerarmos em grupos.
Pecados
de Impureza Sexual
Prostituição (19) é um termo amplo, que descreve relações sexuais
ilícitas. Sua origem, como pode ser entendida pela tradução comum,
"prostituição", vem de uma palavra que descrevia "amor" que
pode ser comprado e vendido, onde uma pessoa é usada e descartada. Em vez de
restringir as relações sexuais como Deus tencionava (somente a um casamento
legal, por toda a vida, de um homem com uma mulher, Gênesis 2:24; Hebreus
13:4), aqueles que praticam a prostituição fazem do sexo uma paixão carnal
barata e vazia.
Impureza (19) significa basicamente sujeira. Ela fala da
impureza que corrompe a moralidade e a alma de uma pessoa. Ela pode ser usada
para falar de impureza religiosa, mas também veio a significar corrupção moral.
Esta impureza separa uma pessoa de Deus, que é puro e santo.
Lascívia (19) sugere um amor ao pecado, de quem perdeu sua
vergonha e imprudentemente viola a lei de Deus. É normalmente usada para falar
de tal atitude para com os pecados sexuais.
Pecados de Impureza Espiritual e Religiosa
Idolatria (20) é, essencialmente, a adoração de uma criatura
quando deveríamos adorar somente o Criador. É, assim, uma rejeição de Deus e de
sua posição de autoridade e honra. Pode ser cometida na adoração a imagens
(Romanos 1:19-23) ou na exaltação e na busca de coisas materiais (Mateus 6:24; Colossenses
3:5).
Feitiçaria (20) vem da mesma raiz que a palavra
"farmácia". Ela, originalmente, se referia a drogas medicinais, e com
o passar do tempo veio a ser associada com o abuso de drogas e, finalmente, com
o abuso de drogas em bruxaria e feitiçaria.
Pecados Contra Outras Pessoas
As obras da carne incluem oito palavras que se referem
a conflitos e divisões entre pessoas, por causa de atitudes egoístas e
pecaminosas, que destroem as relações pessoais. Estes pecados têm destruído
muitas amizades, famílias e igrejas, e têm que ser vencidos para se andar no
Espírito.
Inimizades (20) é uma palavra comum para descrever a separação
entre inimigos. É a mesma palavra que Paulo usou em outro lugar para falar da
separação de Deus (Romanos 8:7), ou a divisão entre os judeus e os gentios que
foi removida pelo sacrifício de Cristo (Efésios 2:14-16). Os cristãos têm que
amar seus inimigos, e não podem imitar ao ódio do mundo (Mateus 5:43-48).
Porfias (20) são o comportamento que resulta da atitude de
inimizade. Esta palavra descreve debates, disputas e lutas que freqüentemente
ocorrem quando pessoas estão preocupadas, de modo egoísta, em proteger seus
próprios interesses.
Ciúmes (20) é uma palavra que fala do medo de perder alguma
coisa, que leva a conflitos com outros e até mesmo a ressentimento e ódio a
outras pessoas.
Iras (20) é uma palavra forte que descreve a fúria e o
impulso violento contra coisas ou pessoas que nos ofendem. É, freqüentemente,
vista na tendência de pessoas a reagirem quando se sentem lesadas. Em
contraste, Paulo disse que não temos que procurar vingança, mas devemos deixar
a Deus o exercício da justiça (Romanos 12:19-21).
Discórdias (20) descrevem as dissensões que resultam de ambições
egoístas. É uma palavra política que descreve a campanha partidária pela honra
e posição. Tal política não tem lugar entre os servos de Cristo. Paulo disse
que a solução para tais conflitos é imitar a atitude altruísta e sacrificial de
Cristo (Filipenses 2:1-8).
Dissensões (20) descrevem as divisões que resultam quando as
pessoas satisfazem seus próprios desejos em vez de buscar agradar ao Senhor.
Para evitá-las, precisamos basear nossa unidade na palavra de Deus (1 Coríntios
1:10) e no exemplo que Jesus nos deu (João 17:20-23).
Facções (20) são seitas ou partidos. Os primeiros três
capítulos de 1 Coríntios mostram que tais seitas não deveriam existir na igreja
do Senhor. Não devemos seguir as várias doutrinas humanas que dividem o mundo
religioso, mas devemos nos unir a Cristo e com aqueles que o seguem fielmente.
Invejas (21) são similares aos ciúmes. Os ciúmes resultam do
temor de perder algo que alguém já tem; as invejas são o ódio e o ressentimento
que uma pessoa sente quando outros prosperam.
Pecados que Demonstram Falta de Autodomínio
Bebedices (21), ou embriaguez, é um problema que tem afligido
as sociedades desde os tempos antigos. O abuso do álcool, com todos os seus
feios resultados de mortes desnecessárias, lares desfeitos, esposas e filhos
maltratados, etc., continua a ser uma das mais comuns obras da carne. Ela não
tem lugar na vida de uma pessoa que está verdadeiramente sob o comando de Deus.
Glutonarias (21) é uma palavra que nos recorda que o excesso,
mesmo em coisas que não são inerentemente más, pode ser errado. Não é errado
comer, mas comer sem se conter é errado. A pessoa que não pode recusar comida
não está mostrando o autodomínio que Deus exige de nós.
E
Coisas Semelhantes
Esta não é uma lista completa de todos os pecados
possíveis que uma pessoa pode cometer. Paulo está simplesmente dando exemplos
para ilustrar a diferença entre a pessoa que é governada pelo Espírito e aquela
que é uma escrava das paixões carnais. Ele nos está desafiando a retirar estas
coisas de nossas vidas para que possamos viver e andar no Espírito.
A
Conseqüência do Servir à Carne
Paulo não
deixa dúvida em seu comentário final, no versículo 21: ". . . a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos
preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais cousas praticam".
Há uma ligação inegável entre nossa conduta e nossa salvação eterna. A pessoa
que não permite ao Espírito mudar totalmente sua vida e remover tal carnalidade
não receberá o prêmio de um lar eterno com Deus. Devemos ser transformados de
dentro para fora (Romanos 12:1-2).
Libertação
Espiritual: Derrotando Satanás em Nossas Vidas
Há milhares de anos, Satanás entrou no belo jardim de
Deus, na forma de uma serpente, e pegou Adão e Eva em sua armadilha. Desde
aquele dia até agora, Satanás tem sido o principal inimigo do homem. Até mesmo
nestes dias, o diabo anda rugindo como um leão que nos quer devorar (1 Pedro
5:8). Ele emprega muitos métodos. Usando vários disfarces, ele tenta, seduz e
engana (2 Coríntios 11:14-15; 2 Tessalonicenses 2:9-12; 1 Coríntios 7:5). Ele
também aflige, persegue e ataca (2 Coríntios 12:7; Apocalipse 2:10; 1
Tessalonicenses 2:18). Ele usa aliados tais como principados e poderes, e o
próprio mundo (Efésios 2:1-2; 6:11-12; 1 João 5:19). Muitos dos que enfrentam
esta batalha espiritual poderiam prontamente fazer eco à exclamação de Paulo: "Desventurado homem que sou! Quem me
livrará do corpo desta morte?" (Romanos 7:24).
A Vitória de Cristo sobre Satanás
No próprio jardim onde o homem primeiramente sucumbiu
à armadilha do diabo, Deus prometeu um libertador. "Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o
seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar"
(Gênesis 3:15). É muito incomum ver na Bíblia uma referência ao descendente de
uma mulher. Quase sempre a linhagem foi contada através do pai. Em toda a
história humana depois de Adão, só houve um que não teve um pai humano: Jesus
Cristo. E assim este texto fala do conflito entre Jesus e Satanás. Mantendo a
imagem da serpente, o texto fala de Jesus pisando nele, por assim dizer.
Fazendo isto, ele teria seu calcanhar ferido (um dano relativamente pequeno),
mas também esmagaria a cabeça do tentador (um ferimento mortal). Através do
Velho Testamento, a humanidade permaneceu amarrada por Satanás, aguardando o
cumprimento desta promessa gloriosa.
Finalmente nasceu o Salvador. Ele passou alguns anos "curando a todos os oprimidos do
diabo" (Atos 10:38). Olhe especialmente para os exemplos em que
Jesus expulsou demônios (note Marcos 1:23-28; 5:1-20; 9:14-29; Mateus 9:32-37;
12:22; Lucas 13:10- 17). É notável que Jesus subjugou os demônios com
autoridade. Ele não gritou, não lutou, não usou nenhum encantamento ou
instrumento mágico. Ele simplesmente disse uma palavra, e os demônios saíram.
Jesus ligou sua expulsão de demônios a seu trabalho maior de esmagar Satanás. "Se, porém, eu expulso demônios pelo
Espírito de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós. Ou como pode
alguém entrar na casa do valente e roubar-lhe os bens sem primeiro amarrá-lo?
E, então, lhe saqueará a casa" (Mateus 12:28-29). Jesus veio ao
mundo para roubar do diabo as almas que tinham estado sob seu domínio. Mas
primeiro ele teve que amarrar Satanás, o que ele estava fazendo ao expulsar
demônios. Então o cenário estaria preparado para que ele tomasse o domínio do
diabo, o domínio que este exercia sobre os homens.
Em repetidas ocasiões, especialmente próximo do fim do
seu ministério, Jesus indicava que a crise estava se aproximando. "Eu via Satanás caindo do céu como um
relâmpago" (Lucas 10:18). "Chegou
o momento de ser julgado este mundo, e agora o seu príncipe será expulso"
(João 12:31). "Do juízo, porque o
príncipe deste mundo já está julgado" (João 16:11, veja também
14:30).
Textos incontáveis, escritos depois da ressurreição de
Cristo, mostram-no como o vencedor que derrotou a Satanás. Jesus afirmou: "Toda a autoridade me foi dada no céu e
na terra" (Mateus 28:18). "O
qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar
à sua direita nos lugares celestiais, acima de todo principado, e potestade, e
poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir não só no presente
século, mas também no vindouro. E pôs todas as cousas debaixo dos pés . .
." (Efésios 1:20-22). ".
. . Por meio da ressurreição de Jesus Cristo; o qual, depois de ir para o céu,
está a destra de Deus, ficando-lhe subordinados os anjos, e potestades, e
poderes" (1 Pedro 3:21-22). "E,
despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo,
triunfando deles na cruz" (1 João 3:8). Apocalipse apresenta esta
grande vitória de Jesus sobre o diabo em forma simbólica (capítulo 12). Nosso
Senhor Jesus Cristo derrotou totalmente o antigo inimigo do homem. O Senhor
seja louvado!
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