Cantares 4:15 És a fonte dos jardins, poço das águas vivas, que correm do Líbano! Jó 14:7 Porque há esperança para a árvore, que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus renovos.

sábado, 3 de dezembro de 2016

“A Tribulação”

Algum tempo depois do arrebatamento, terá início um período chamado tribulação. Não está especificado em nenhum lugar que a tribulação será o período se iniciará imediatamente após o arrebatamento, então, pode haver um intervalo entre estes acontecimentos. A tribulação será o período mais traumático da história do mundo e especialmente difícil para Israel (Ap 6.17; Jr 30.7).

Sabemos que esse período durará sete anos, porque a tribulação é a septuagésima “semana” (literalmente, septuagésimo “sete”), profetizada por Daniel (Dn 9.27). Durante esse período, Deus derramará sua ira sobre a terra série de Julgamentos que estão descritos em apocalipse 6 – 19. A tribulação é o início do “Dia do Senhor” (1Ts 5.2; Zc 14; Jr 30.7-9).

O Dia do Senhor se estenderá até o milênio (Is 19.23-25; 4.2; 12) e incluirá a destruição dos céus e da terra atuais no fim daquele período (2Pe 3.10). Satanás também estará surpreendentemente ativo, e seu trabalho de engano se concentrará em dois indivíduos.

O primeiro deles é o anticristo. Chamado de “a besta” em apocalipse 13.1-10 e de “príncipe, que há de vir” em Daniel 9.26, esse homem receberá um enorme poder de satanás. O anticristo usará politicamente esse poder para tornar-se a força dominante do mundo (Dn 9.24; Ap 13.7).

Usará o poder eclesiasticamente para ser o objeto de adoração do mundo (Ap 13.1-4; 14 – 18). Todavia, será muito mais do que adoração a um homem – será adoração pública a Satanás: “E adoraram o dragão {ou seja, Satanás} que deu à besta o seu poder” (Ap 13.4).

A segunda pessoa é o falso profeta (Ap 19.20; 13.11-15). Ele ajudará o anticristo a executar milagres que levarão o mundo a adorá-lo (Ap 13.13-15). Tal adoração será utilizada pelo anticristo como ferramenta para a consolidação de seu poder político. Mais uma vez a atuação do falso profeta será fundamental para o cumprimento dessa tarefa (Ap 13.2-3; 14.17).

Apesar do predomínio de seu poder no mundo, o anticristo não ficará sem oposição. Decorrida metade do período da tribulação, uma coalização entre os exércitos do norte e do sul (em relação a Israel) invadirá a Palestina. Esta é a primeira batalha da guerra de três anos e meio do Amagedom.

Ambos os exércitos serão derrotados pelo anticristo, que continuará na Palestina, perseguirá os judeus e transformará o templo de Jerusalém em lugar de sua própria adoração (Dn 9.27; 11.40-41; Ez 38.8-9, 15-16; Ap 12.1-6,13-17).

No final da tribulação, os exércitos do mundo se ajuntarão na Palestina para lutar entre si e também contra Deus (Ap 19.19; Dn 11.40-45). Cristo aceitará esse desafio e virá a terra novamente (o que será descrito na seção sobre a segunda vinda).

A tribulação não ocorrerá até que sobrevenha a apostasia (palavra transliterada do grego, significado “afastar-se” ou” abandonar”). Essa apostasia é relacionada tanto ao abandono, por parte da igreja, da fé que ela professa pela verdade de Deus revelada em sua Palavra, como também à “partida” da igreja por ocasião do arrebatamento. “Ninguém, de maneira alguma, vos engane, porque não será assim sem que antes venha a apostasia” (2Ts 2.3).

A tribulação não acontecerá até que o “filho da perdição” (o anticristo) seja revelado (veja novamente 2Ts 2.3). Os dias de Noé e Ló (isto é, de Sodoma) são comparados aos dias do Filho do Homem (ou seja, a tribulação) (Lc 17.26-30).

Em Gênesis 6.11-13, vemos que o mundo de Noé era caracterizado por:
·         Corrupção
·         Violência Ezequiel 16.49 e Judas 7 nos dizem que Sodoma caracterizado por:
·         Soberba
·         Fartura de pão
·         Abundância de ociosidade
·         Falta na ajuda ao pobre e ao necessitado
·         Imoralidade sexual (ilustrada em Gn 19.)
·         Ir após outra carne – alusão à prática de atos sexuais ilícitos

A partir do texto de Mateus 24.10-12, vemos que, durante a tribulação, muitos:
·         Serão escandalizados
·         Trairão uns aos outros
·         Aborrecerão uns aos outros
·         Sofrerão um esfriamento de seu amor por Deus

A iniquidade será abundante. “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará”. (Mt 24.12). Aqueles que vierem a crer durante a tribulação serão perseguidos e odiados. “Então, vos hão de entregar para serdes atormentados e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as gentes por causa do meu nome”. (Mt 24.9).

Muitos morrerão durante a tribulação. “Farei que um homem seja mais precioso do que o ouro puro e mais raro do que o ouro fino de ofir” (Is 13.12). Israel será reunido e unificado.

“Depois de muitos dias, serás visitado; no fim dos anos, virás à terra que se retirou da espada e que veio dentre muitos povos aos montes de Israel, que sempre serviram de assolação; mas aquela terra foi tirada dentre os povos, e todos eles habitarão seguramente” (Ez 38.8).

A tribulação será um tempo de grande angústia para Israel. “Ah! Porque aquele dia é tão grande, que não houve outro semelhante! E é tempo de angústia para Jacó: ele, porém, será salvo dela” (Jr 30.7).

Israel sofrerá enormes perdas na guerra. “E sete mulheres, naquele dia, lançarão mão de um homem, dizendo: Nós comeremos do nosso pão e nos vestiremos de nossas vestes; tão somente queremos que sejamos chamamos pelo teu nome; tira o nosso opróbrio” (Is 4.1).

Mateus 24 registra que na primeira metade dá tribulação:
·         Muitos dirão ser o Cristo (v.5)
·         Haverá guerras (v.6)
·         Haverá fomes e terremotos (v.7)
·         Falsos profetas surgirão (v.11)

Haverá algum tipo de sistema de comunicação de massa. “E homens de vários povos. E tribos, e línguas, e nações verão seu corpo morto por três dias e meio, e não permitirão que o seu corpo morto seja posto em sepulcros” (Ap 11.9).

Bem na metade da tribulação Israel será atacado por:
·         Gogue, da terra de Magogue, o príncipe e chefe de Meseque e de Tubal (nomes que se referem às atuais regiões da Rússia e Turquia – veja Ez 39.1
·         Pérsia (atual Irã)
·         Etiópia
·         Pute (atual Líbia)
·         Gômer (oriente da Ásia Menor, onde atualmente se encontra a Turquia, muito embora eles possam ter emigrado de territórios que hoje pertencem a países da antiga União Soviética)
·         Togarma (na parte Oriental da Turquia moderna, perto da fronteira com a Síria)

Esta é a primeira batalha do Amagedon, uma guerra de três anos e meio que será travada contra a Palestina (Ez 38.8-9,15-16; Dn 11.40-45). O falso profeta usará o poder demoníaco para gerar falsos milagres com o propósito de enganar os homens e leva-los a crer que ele e o anticristo vêm de Deus. “Até fogo faz descer do céu à terra”, um sinal considerado grande e maravilhoso (Ap 13.13).

O final da tribulação será um período de grande medo e perplexidade. Isso se deve à existência de enormes cataclismos e fenômenos que ocorrerão nos mares e especialmente nos céus.

Vários versículos detalham o que irá acontecer: Lucas 21.11
·         Grandes terremotos
·         Fome
·         Pestilências coisas espantosas
·         Grandes sinais
Lucas 21.25-26
·         Sinais no sol, na lua e nas estrelas (o que significa o abalo do poder dos céus)
·         Angústia e perplexidade das nações
·         Bramido do mar e das ondas
·         Desmaio dos homens diante do terror e da expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo Joel 2.30-31 – as maravilhas que Deus mostrará nos céus e na terra são:
·         Sangue
·         Fogo
·         Colunas de fumo (fumaça)
·         O sol se converterá em sangue

Imediatamente antes de Jesus retornar à terra com a igreja (o que os estudiosos chamam de segundo advento), a Babilônia – uma cidade e um sistema religioso adúlteros – será destruída com fogo.

Portanto, as pragas reservadas a ela chegarão em um dia: “Portanto, num dia virão as suas pragas: a morte, e o pranto, e a fome; e será queimada no fogo, porque é forte o Senhor Deus, que a julga" (Ap 18.8).

Homens de todas as nações prepararão o ataque final da guerra do Amagedom. “Proclamai isso entre as nações, santificai uma guerra; suscitai os valentes; cheguem-se, subam todos os homens de guerra. Forjai espadas das vossas enxadas e lanças das vossas foices; diga o fraco: Eu sou forte” (Jl 3.9-10).

Gogue, da terra de Magogue, príncipe e chefe de meseque e de Tubal, desfechará outro ataque contra Israel (Dn 11.40-45). Nesse versículos Gogue é “o rei do Norte”. Ainda que tenha sido derrotado ou pacificado pelo anticristo, ele invadirá Israel mais uma vez. Essas “notícias” farão com que o anticristo interrompa suas campanhas militares e retorne a Israel.

Esses opositores serão derrotados porque Deus defenderá Israel. “Naquele dia, porei os chefes de Judá como uma brasa ardente debaixo da lenha e como um facho entre as gavelas; e à direita e à esquerda eles consumirão a todos os povos em redor, e Jerusalém será habitada outra vez no seu próprio lugar, mesmo em Jerusalém” (Zc 12.6; veja Is 31.5).

Para derrotar aqueles exércitos, Deus usará:
·         Terremotos
·         Pestes
·         Chuva muito intensa
·         Granizo
·         Fogo
·         Enxofre
Além disso, esses eventos causarão tamanha confusão entre os guerreiros que eles matarão uns aos outros (Zc 14.12; Ez 38.17-23; 39.3,6).

Conheçamos e prossigamos em conhecer o SENHOR: como a alva, será a sua saída; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra. (Oséias 6.3)

É servindo uns aos outros é que nos tornamos livres. www.harmoniacrista.org

Bispo Ribeiro Paiva





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