Algum tempo
depois do arrebatamento, terá início um período chamado tribulação. Não está
especificado em nenhum lugar que a tribulação será o período se iniciará
imediatamente após o arrebatamento, então, pode haver um intervalo entre estes
acontecimentos. A tribulação será o período mais traumático da história do
mundo e especialmente difícil para Israel (Ap 6.17; Jr 30.7).
Sabemos que
esse período durará sete anos, porque a tribulação é a septuagésima “semana”
(literalmente, septuagésimo “sete”), profetizada por Daniel (Dn 9.27). Durante
esse período, Deus derramará sua ira sobre a terra série de Julgamentos que
estão descritos em apocalipse 6 – 19. A tribulação é o início do “Dia do Senhor”
(1Ts 5.2; Zc 14; Jr 30.7-9).
O Dia do
Senhor se estenderá até o milênio (Is 19.23-25; 4.2; 12) e incluirá a
destruição dos céus e da terra atuais no fim daquele período (2Pe 3.10). Satanás
também estará surpreendentemente ativo, e seu trabalho de engano se concentrará
em dois indivíduos.
O primeiro
deles é o anticristo. Chamado de “a besta” em apocalipse 13.1-10 e de
“príncipe, que há de vir” em Daniel 9.26, esse homem receberá um enorme poder
de satanás. O anticristo usará politicamente esse poder para tornar-se a força
dominante do mundo (Dn 9.24; Ap 13.7).
Usará o
poder eclesiasticamente para ser o objeto de adoração do mundo (Ap 13.1-4; 14 –
18). Todavia, será muito mais do que adoração a um homem – será adoração pública
a Satanás: “E adoraram o dragão {ou seja, Satanás} que deu à besta o seu poder”
(Ap 13.4).
A segunda
pessoa é o falso profeta (Ap 19.20; 13.11-15). Ele ajudará o anticristo a
executar milagres que levarão o mundo a adorá-lo (Ap 13.13-15). Tal adoração
será utilizada pelo anticristo como ferramenta para a consolidação de seu poder
político. Mais uma vez a atuação do falso profeta será fundamental para o
cumprimento dessa tarefa (Ap 13.2-3; 14.17).
Apesar do
predomínio de seu poder no mundo, o anticristo não ficará sem oposição.
Decorrida metade do período da tribulação, uma coalização entre os exércitos do
norte e do sul (em relação a Israel) invadirá a Palestina. Esta é a primeira
batalha da guerra de três anos e meio do Amagedom.
Ambos os
exércitos serão derrotados pelo anticristo, que continuará na Palestina,
perseguirá os judeus e transformará o templo de Jerusalém em lugar de sua própria
adoração (Dn 9.27; 11.40-41; Ez 38.8-9, 15-16; Ap 12.1-6,13-17).
No final da
tribulação, os exércitos do mundo se ajuntarão na Palestina para lutar entre si
e também contra Deus (Ap 19.19; Dn 11.40-45). Cristo aceitará esse desafio e
virá a terra novamente (o que será descrito na seção sobre a segunda vinda).
A tribulação
não ocorrerá até que sobrevenha a apostasia (palavra transliterada do grego,
significado “afastar-se” ou” abandonar”). Essa apostasia é relacionada tanto ao
abandono, por parte da igreja, da fé que ela professa pela verdade de Deus
revelada em sua Palavra, como também à “partida” da igreja por ocasião do arrebatamento.
“Ninguém, de maneira alguma, vos engane, porque não será assim sem que antes
venha a apostasia” (2Ts 2.3).
A tribulação
não acontecerá até que o “filho da perdição” (o anticristo) seja revelado (veja
novamente 2Ts 2.3). Os dias de Noé e Ló (isto é, de Sodoma) são comparados aos
dias do Filho do Homem (ou seja, a tribulação) (Lc 17.26-30).
Em Gênesis 6.11-13,
vemos que o mundo de Noé era caracterizado por:
·
Corrupção
·
Violência Ezequiel 16.49 e Judas 7 nos dizem que
Sodoma caracterizado por:
·
Soberba
·
Fartura de pão
·
Abundância de ociosidade
·
Falta na ajuda ao pobre e ao necessitado
·
Imoralidade sexual (ilustrada em Gn 19.)
·
Ir após outra carne – alusão à prática de atos
sexuais ilícitos
A partir do
texto de Mateus 24.10-12, vemos que, durante a tribulação, muitos:
·
Serão escandalizados
·
Trairão uns aos outros
·
Aborrecerão uns aos outros
·
Sofrerão um esfriamento de seu amor por Deus
A iniquidade
será abundante. “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos
esfriará”. (Mt 24.12). Aqueles que vierem a crer durante a tribulação serão
perseguidos e odiados. “Então, vos hão de entregar para serdes atormentados e
matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as gentes por causa do meu nome”. (Mt
24.9).
Muitos
morrerão durante a tribulação. “Farei que um homem seja mais precioso do que o
ouro puro e mais raro do que o ouro fino de ofir” (Is 13.12). Israel será
reunido e unificado.
“Depois de
muitos dias, serás visitado; no fim dos anos, virás à terra que se retirou da
espada e que veio dentre muitos povos aos montes de Israel, que sempre serviram
de assolação; mas aquela terra foi tirada dentre os povos, e todos eles habitarão
seguramente” (Ez 38.8).
A tribulação
será um tempo de grande angústia para Israel. “Ah! Porque aquele dia é tão
grande, que não houve outro semelhante! E é tempo de angústia para Jacó: ele,
porém, será salvo dela” (Jr 30.7).
Israel
sofrerá enormes perdas na guerra. “E sete mulheres, naquele dia, lançarão mão
de um homem, dizendo: Nós comeremos do nosso pão e nos vestiremos de nossas vestes;
tão somente queremos que sejamos chamamos pelo teu nome; tira o nosso opróbrio”
(Is 4.1).
Mateus 24
registra que na primeira metade dá tribulação:
·
Muitos dirão ser o Cristo (v.5)
·
Haverá guerras (v.6)
·
Haverá fomes e terremotos (v.7)
·
Falsos profetas surgirão (v.11)
Haverá algum
tipo de sistema de comunicação de massa. “E homens de vários povos. E tribos, e
línguas, e nações verão seu corpo morto por três dias e meio, e não permitirão
que o seu corpo morto seja posto em sepulcros” (Ap 11.9).
Bem na metade
da tribulação Israel será atacado por:
·
Gogue, da terra de Magogue, o príncipe e chefe
de Meseque e de Tubal (nomes que se referem às atuais regiões da Rússia e
Turquia – veja Ez 39.1
·
Pérsia (atual Irã)
·
Etiópia
·
Pute (atual Líbia)
·
Gômer (oriente da Ásia Menor, onde atualmente se
encontra a Turquia, muito embora eles possam ter emigrado de territórios que
hoje pertencem a países da antiga União Soviética)
·
Togarma (na parte Oriental da Turquia moderna,
perto da fronteira com a Síria)
Esta é a
primeira batalha do Amagedon, uma guerra de três anos e meio que será travada
contra a Palestina (Ez 38.8-9,15-16; Dn 11.40-45). O falso profeta usará o
poder demoníaco para gerar falsos milagres com o propósito de enganar os homens
e leva-los a crer que ele e o anticristo vêm de Deus. “Até fogo faz descer do
céu à terra”, um sinal considerado grande e maravilhoso (Ap 13.13).
O final da
tribulação será um período de grande medo e perplexidade. Isso se deve à
existência de enormes cataclismos e fenômenos que ocorrerão nos mares e
especialmente nos céus.
Vários versículos
detalham o que irá acontecer: Lucas 21.11
·
Grandes terremotos
·
Fome
·
Pestilências coisas espantosas
·
Grandes sinais
Lucas
21.25-26
·
Sinais no sol, na lua e nas estrelas (o que
significa o abalo do poder dos céus)
·
Angústia e perplexidade das nações
·
Bramido do mar e das ondas
·
Desmaio dos homens diante do terror e da
expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo Joel 2.30-31 – as maravilhas que
Deus mostrará nos céus e na terra são:
·
Sangue
·
Fogo
·
Colunas de fumo (fumaça)
·
O sol se converterá em sangue
Imediatamente
antes de Jesus retornar à terra com a igreja (o que os estudiosos chamam de
segundo advento), a Babilônia – uma cidade e um sistema religioso adúlteros – será
destruída com fogo.
Portanto, as
pragas reservadas a ela chegarão em um dia: “Portanto, num dia virão as suas
pragas: a morte, e o pranto, e a fome; e será queimada no fogo, porque é forte
o Senhor Deus, que a julga" (Ap 18.8).
Homens de
todas as nações prepararão o ataque final da guerra do Amagedom. “Proclamai
isso entre as nações, santificai uma guerra; suscitai os valentes; cheguem-se,
subam todos os homens de guerra. Forjai espadas das vossas enxadas e lanças das
vossas foices; diga o fraco: Eu sou forte” (Jl 3.9-10).
Gogue, da
terra de Magogue, príncipe e chefe de meseque e de Tubal, desfechará outro
ataque contra Israel (Dn 11.40-45). Nesse versículos Gogue é “o rei do Norte”.
Ainda que tenha sido derrotado ou pacificado pelo anticristo, ele invadirá
Israel mais uma vez. Essas “notícias” farão com que o anticristo interrompa
suas campanhas militares e retorne a Israel.
Esses opositores
serão derrotados porque Deus defenderá Israel. “Naquele dia, porei os chefes de
Judá como uma brasa ardente debaixo da lenha e como um facho entre as gavelas;
e à direita e à esquerda eles consumirão a todos os povos em redor, e Jerusalém
será habitada outra vez no seu próprio lugar, mesmo em Jerusalém” (Zc 12.6;
veja Is 31.5).
Para derrotar
aqueles exércitos, Deus usará:
·
Terremotos
·
Pestes
·
Chuva muito intensa
·
Granizo
·
Fogo
·
Enxofre
Além disso,
esses eventos causarão tamanha confusão entre os guerreiros que eles matarão
uns aos outros (Zc 14.12; Ez 38.17-23; 39.3,6).
Conheçamos e prossigamos em conhecer o SENHOR: como a alva, será a sua
saída; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.
(Oséias 6.3)
É servindo uns aos outros é que nos tornamos livres. www.harmoniacrista.org
Bispo Ribeiro Paiva
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